Universidade Federal oferece disciplinas de "cultura LGBTI" e "Perspectivas Queer"

Disciplina de cultura LGBT nas universidades federais

Quem acompanha o desenvolvimento do ensino escolar e universitário no Brasil já tem consciência do quanto às instituições foram aparelhadas ideologicamente, provocando uma verdadeira lavagem cerebral na mente dos alunos e, consequentemente, futuros profissionais.

Saber como esse aparelhamento ocorre, no entanto, é fundamental para conseguir combater essa desconstrução do pensamento científico, algo que já é visível no posicionamento de muitos Conselhos Profissionais, como o de psicologia, que ultimamente vem dando corpo à chamada "Psicologia Política".

No caso da Universidade Federal de Minas Gerais, por exemplo, a oferta de disciplinas que visam promover a "cultura LGBTI" existe desde 2014, mas no ano passado ganhou corpo e mais evidência com a criação da matéria "Formação Transversal em Gênero e Sexualidade: Perspectivas Queer/LGBTI".

"Trata-se de um conjunto de atividades acadêmicas com esse eixo temático relacionado a qualquer outra área do conhecimento: é a reunião dessas disciplinas relacionadas com a temática LGBTI e que eram distribuídas em diversos cursos da graduação ou pós-graduação", informa a Universa.

Questões sociais vs proselitismo ideológico


Os centros acadêmicos tratam sobre tudo o que envolve a sociedade. Assim, não é um problema em si mesmo abordar questões sobre a comunidade LGBT ou qualquer outra pauta. O problema está em como o assunto é abordado. Por questões científicas ou proselitismo?


Na academia (universidades), o pensamento crítico só é possível quando dois lados de uma mesma moeda são apresentados. Na prática, quando o aluno tem a oportunidade de aprender - de verdade - os "prós" e "contras" acerca de uma visão, teoria, etc.

Infelizmente essa não é a realidade que temos visto nas universidades do Brasil. Observe a declaração de Carlos Mendonça, professor do Departamento e do Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFMG, um dos proponentes das disciplinas "transversais":

"Os pontos da aula vão debater o que se produz a partir de noções de uma heteronormatividade e que repetem aquele tipo de hierarquia -- e que produzem exclusão. A intenção é contribuir para uma sociedade mais inclusiva e com mais respeito", disse ele, com destaque nosso.

A fala do docente deixa evidente a sua visão sobre "exclusão", o que certamente se reflete na transmissão da disciplina, algo que em seguida, comentando como violência contra a comunidade LGBT, reforça ao declarar que atuar nessa área é a sua "missão" como "servidor público".


"Eu não consigo ficar parado vendo isso. É parte, também, da minha missão como servidor público.", afirmou.

O problema está no uso da sala de aula para o exercício de uma atividade que possui viés político-ideológico. A defesa, o entendimento e possível militância do professor em prol do que acredita podem acontecer naturalmente - fora - da sala de aula, mas não nela.

Uma separação crucial


Se não existe separação entre ideais político-sociais e o ensino na sala de aula, já não estamos falando de formação científica, de fornecer aos alunos condições para desenvolverem - a partir das suas próprias análises - o pensamento crítico, mas sim de doutrinação.


Esse é o fundamento da doutrinação: quando deixamos de permitir que o aluno escape pelas vias do que pensamos, acreditamos e defendemos, para que ele absorva apenas o que é considerado "correto" pelo docente, mesmo que exista fundamento teórico na posição do aluno. Ou seja, mesmo que o aluno não esteja "errado", de fato, mas apenas adotando uma perspectiva diferente.

O aparelhamento ideológico do ensino no país, portanto, ocorre principalmente através desse método, onde "professores" (militantes, na verdade) abandonam a verdadeira formação do espírito crítico, científico, para fazer proselitismo em prol das suas pautas pessoais, e isso com dinheiro público.

Tomara que este cenário seja modificado, aos poucos, com o surgimento de novos profissionais e estudantes que, agora com maior acesso ao contraditório, possam se posicionar e tentar resgatar no Brasil o bom e velho debate de ideias no ambiente acadêmico, sem dogmatismo de qualquer espécie.

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