Moro detona ex-primeiro ministro português em plena Lisboa: "Não debato com criminosos"

Moro detona ex-primeiro ministro português em plena Lisboa: "Não debato com criminosos"
Sócrates e Lula chegaram ao auge da carreira política na mesma época, mas ambos foram acusados de corrupção.

BRASÍLIA, 25 de abril (Opinião Crítica) - O ministro da Justiça brasileiro Sérgio Moro esteve em Portugal para uma série de palestras este mês, onde falou sobre o combate à corrupção nos dois países. Na ocasião, um dos citados por Moro foi o ex-primeiro ministro português, José Sócrates, que é investigado na Operação Marquês, semelhante à Lava Jato, onde é acusado de ter praticado 31 crimes.

Sócrates chegou no auge da carreira na mesma época do ex-presidente Lula e ambos se tornaram fortes aliados internacionais, mas pelo visto, não só da vida política, mas também na criminal, visto que ambos foram investigados e condenados por crimes de corrupção. O português chegou a permanecer nove meses na cadeia de Évora e em seguida passou para o semiaberto. No total, ele é investigado por 31 acusações.


Sérgio Moro, então, se tornou alvo de críticas de Sócrates, que o acusou de ser um "político disfarçado de juiz", tendo grande repercussão em Portugal, mas não sobre o criminoso e sim para o ministro brasileiro, que foi aclamado pelos portugueses e altamente prestigiado durante suas palestras.

Durante uma entrevista à RecordTV Europa, exibida no programa “Fala Portugal” na última terça-feira (23), Sérgio Moro comentou às críticas, porém, encerrando o assunto sem dar qualquer crédito ao ex-presidiário. “Em relação à pessoa em particular, eu não debato com criminosos pela televisão. Então, não vou fazer mais comentários”, disse Moro.



"Em todo o lugar do mundo é difícil lidar com esses crimes de grande corrupção, envolvem pessoas poderosas. O sistema está preparado para [combater] outro tipo de criminalidade, mas todos os países precisam de avançar nessa área e enfrentar a grande corrupção”, completou Moro na entrevista, segundo o Observador.


Moro também elogiou os agentes da Operação Marquês no combate à corrupção, mas lamentou a dificuldade de concluir o processo.

“Aquilo que observo à distância, em relação ao caso desse primeiro-ministro português, é que há um trabalho que tem sido feito, com esforços consideráveis para apuração de provas, mas segundo algumas autoridades portuguesas com as quais falei, não há uma previsão de término desse processo”, disse ele após o fim da entrevista, para os jornalistas.

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