Brasil registra queda de 25% nos índices de homicídio no começo do novo governo

Reduz o índice de homicídios no Brasil
Queda do número de homicídios pode refletir nova postura do governo. Reprodução: Google

Nos primeiros dois meses deste ano, o Brasil registrou uma queda nos índices de homicídio de 25% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Monitor da Violência do G1, divulgado nesta quinta-feira (18).

Segundo os números, entre janeiro e fevereiro houve 6.856 mortes violentas, contra 9.094 assassinatos no mesmo período de 2018.

A queda foi puxada, principalmente, pelos estados do Nordeste, que, juntos, registraram redução de 34% das mortes violentas. O levantamento mostra que somente no Ceará o índice caiu 58%. Em contrapartida, apenas os estados do Amazonas (3,3%) e Rondônia (3,9%) tiveram aumento.

O Monitor da Violência é uma ferramenta elaborada pelo site de notícias, em parceria com o Núcleo de Estudos de Violência da Universidade de São Paulo e com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Para a computação periódica dos índices de mortes violentas no país, são levados em conta os dados oficiais dos 27 estados e do Distrito Federal. Neste levantamento, o primeiro do ano, não há dados apenas do Paraná. Segundo o governo do Estado, os números referentes ao período ainda estão em tabulação para serem divulgados.

Razões

De acordo com Renato Sérgio de Lima, diretor do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, há um conjunto de fatores, alguns ainda não tão esclarecidos, que explicam a redução nos assassinatos no Brasil.

“O Ceará é um bom exemplo para demonstrar a multicausalidade das mortes violentas no país. De um lado você tem um acordo firmado entre facções, que perceberam que é possível chamar atenção do Estado sem ter que matar tanta gente, e do outro há uma maior participação das forças policiais empenhadas em reduzir a violência na região”, explica.

Comentário:

A insinuação de Renato de que a diminuição nos índices de homicídio é devido a um "acordo firmado entre facções" que, segundo ele, teria entendido não precisar "matar tanta gente" é um tremendo absurdo. Na prática, o sujeito atribui parte do mérito por essa redução aos criminosos, quando eles nem deveriam ser citados.

A verdade que a grande mídia tentará esconder, ou distorcer, é que esses índices certamente refletem uma nova postura da força policial do país diante do crime. Uma vez que os governantes se mostram ao lado dos militares, motivando e oferecendo medidas de proteção e maior liberdade de atuação, consequentemente o trabalho desses profissionais é otimizado.

O governo Bolsonaro tem feito isso, além de aprovar a flexibilização do porte de armas, que já impactou inclusive na redução significativa de invasões de terra pelo MST, como noticiado esta semana.

Outra medida que certamente se refletiu nesses índices foi a ação efetiva da Força Nacional de Segurança no Ceará, estado esse que apresenta um dos piores índices de violência do Brasil. O ministro da Justiça, Sérgio Moro, agiu prontamente ao ordenar o envio das tropas para o estado, no início do ano, assim que estourou uma série de ações orquestradas pelas facções locais.

Esse conjunto de fatores: valorização da força policial; aprovação de leis de segurança e o uso imediato da força militar, parecem ser os verdadeiros responsáveis por esses números, o que deverá melhorar daqui em diante.

Fonte: EXAME
Comentário: Will R. Filho

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