Professora se recusa a colaborar com policiais em escola, desacata ordem e é presa

Professora é presa em escola de Brasília
Professora se recusou a colaborar com a Polícia durante abordagem em sala de aula. Reprodução: Correio Braziliense

A coordenadora-geral do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e professora do Instituto Federal de Goiás (IFG), Camila Marques, foi detida no câmpus de Águas Lindas de Goiás, na manhã desta segunda-feira (15/4), por "desobediência" a ordens de policiais.

De acordo com a Polícia Civil de Goiás, os agentes estavam na unidade para investigar uma denúncia, após o diretor da unidade registrar, no domingo (14/4), uma ocorrência de ameaça de um atentando semelhante ao ocorrido na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), em 13 de março.


Ainda segundo a corporação, após o diretor mostrar a sala dos alunos suspeitos, os policiais pediram que a professora acompanhasse as buscas nos pertences dos estudantes. A docente, no entanto, se recusou e começou a filmar a ação policial.

Os agentes, então, recomendaram que ela parasse por se tratar de menores de idade e, portanto, a divulgação das imagens não era permitida. Mas ela seguiu com a filmagem e recebeu voz de prisão. No boletim de ocorrência, consta que ela resistiu a entrar na patrulha e os policiais usaram de força e algema para deter Camila.

Comentário:

O Sinasefe emitiu um comunicado em defesa da professora, mas como ela mesma é a coordenadora do órgão, então não há novidade sobre qual seria a linha de raciocínio do conteúdo, certo? "Cercamos de solidariedade à companheira Camila, lutadora aguerrida e sempre pronta a defender os direitos dos trabalhadores", diz parte do texto.


Agora, que tipo de professora se recusa a colaborar com a polícia durante uma investigação que visou proteger seus próprios alunos, e ela mesma, de um possível atentado?

Que tipo de professora ao invés de colaborar com a polícia, servindo de exemplo para seus alunos em prol da autoridade policial, prefere assumir uma postura de rejeição à presença dos mesmos em sua sala de aula, adotando, inclusive, uma reação de intimidação ao filmar a ação?

No momento em que a Polícia Civil entrou na sala, a autoridade da professora cessou. O Estado passou a assumir, obviamente, o controle da situação, dentro dos seus limites previstos em lei, porque havia uma denúncia para ser apurada.


A professora até poderia ter se recusado a colaborar, isto sim era direito dela, ainda que tosco, mas uma vez que se recusou a obedecer uma ordem policial corretamente fundamentada (para não gravar os menores que estavam na cena da abordagem), a docente cometeu desacato à autoridade. Uma péssima lição para seus alunos.

Comentário: Will R. Filho

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