Professora de História defende filme censurado que revela a verdade sobre 1964


O documentário "1964: entre armas e livros", lançado recentemente pelo grupo Brasil Paralelo, tem sido alvo de críticas devido ao seu conteúdo "politicamente incorreto", uma vez que revela uma lado da história não contado nas universidades e escolas do país, especificamente sobre o contexto em que o país aderiu ao regime militar, na década de 60.



Como resultado, até a maior sala de cinema do país, o Cinemark, censurou a transmissão do documentário, sob o argumento de que a empresa não se envolveria com questões "político-partidárias". "Não apoiamos organizações políticas ou partidos e não tivemos qualquer envolvimento com a produção deste evento", diz um trecho da nota, segundo o Correio Braziliense.

A verdade, porém, não é bem essa. Quem conhece o significado de aparelhamento ideológico, sabe que, por exemplo, o documentário "1964: entre armas e livros" foi censurado meramente porque contraria à ideologia de esquerda, que domina o ensino universitário e boa parte da mídia no Brasil.



Para exemplificar, basta observar como é tratado por esses mesmos canais o documentário "Pastor Cláudio", que conta a história de um ex-delegado da época do regime militar, responsável pelo assassinato confesso de dezenas de pessoas. É completamente diferente.

Para a professora e Mestre em História, Giuliana da Matta, o documentário do Brasil Paralelo é censurado nas universidades porque "professores de história, atrás de uma máscara de autoritarismo tosco, estão é com medo de terem suas crenças abaladas e não se sentirem capazes de professar seu credo".



Giuliana questiona o caráter dogmático das universidades quando se trata de pensamento contraditório, comparando à religião. "Universidades brasileira viraram igrejas? Não se pode pensar contrário às suas doutrinas? Do que os departamentos de humanidades tem medo? De questionarem os seus deuses?", questiona.

"O filme '1964: entre armas e livros' deveria ser obrigatório em todos os cursos de História Contemporânea do país! Exatamente porque apresenta um contra-ponto, fomenta o debate, constrói o verdadeiro senso crítico!", destaca a professora em sua rede social.



Finalmente, Giuliana lança um desafio para os professores de história, para que eles tenham a coragem de transmitir o documentário na sala de aula e deixar com que seus alunos interpretem a narrativa contada. Para ela, fazer isso equivale a se liberdade de uma devoção religiosa.

"Então, professores, vejam a ótima oportunidade deixarem de ser meros religiosos e se tornarem mestres de verdade! Apresentem suas versões e este contra-ponto. Estimulem só [o] senso crítico. Deixem seus alunos pensarem! Libertem-se das amarras da religião. Afinal, vocês mesmos me ensinaram que História se faz com embates de narrativas", conclui.

Quer assistir o filme '1964: entre armas e livros', completo? O Brasil Paralelo disponibilizou gratuitamente. Para ver, basta clicar no vídeo abaixo:



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