Pernambuco abre concurso "em especial" para "lésbicas, bissexuais, travestis e trans"

Concurso para transexuais, bissexuais e transexuais
Governo de Pernambuco abre concurso polêmico "em especial" para o público LGBT. Reprodução: Google

O governo de Pernambuco, liderado atualmente por Paulo Câmara, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), resolveu mostrar que quando se quer inventar, não importa o que diga à Constituição Federal, basta dar uma canetada e torcer para encontrar brechas na Lei que "justifique" suas decisões.

A inovação dessa vez foi a criação de um concurso de fotografia para mulheres, mas "em especial", para "lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais".



O "em especial" é curioso, porque deixa o questionamento sobre como será interpretada à seleção e julgamento dos resultados de forma justa entre os concorrentes, já que "em especial" destaca à ideia de privilégio. Afinal, não haveria motivo para tal destaque se todos fossem tratados igualmente, certo?

O anúncio foi feito pela Secretaria de Estado da Mulher, liderada por Silvia Cordeiro, que é feminista. A criação do concurso não é por acaso e parece refletir bem a inteligência ao modo "dilmês" da secretária, que certa vez declarou em uma entrevista quando questionada o que seria o feminismo, o seguinte:



"É um conceito ideológico de dizer que a sociedade se estrutura em categorias de gêneros. Hoje, com os avanços da medicina, você pode até se transformar em um homem fisicamente, mas você é uma mulher". (destaque nosso).

Com pérolas como essa, sem qualquer "chão" de lucidez científica, mas apenas misturando alhos com bugalhos ideológicos, é que parece estar montado o governo de Pernambuco atualmente, do qual seu governador, Paulo Câmara, tem envergonhado a muitos, ficando distante em coerência do seu antecessor, Eduardo Campos, que apesar de ter sido, também, do PSB, prezava pelo bom senso.

Segundo à Constituição Federal, em seu Art. 5°, "todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza", referindo-se a direitos e deveres, tanto para homens como mulheres.



E se a ideia de um concurso, não importa qual seja, é promover o bem dos que desejam se candidatar, o parágrafo IV do Art. 1° também diz que isso deve ser feito "sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.".

Logo se percebe que "políticas afirmativas", quanto mais afirmativas são, mas discriminatórias se tornam, alimentando um ciclo de segregacionismo que vai na contramão da lógica de uma sociedade mais equitativa e justa possível. Veja o recorte da convocação abaixo, segundo o NE10.

Por: Will R. Filho

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