Mulher de 61 anos dá à luz um bebê inseminado com o esperma do próprio filho gay

Reprodução: Google

Cecile Eledge, de 61 anos, resolveu oferecer a sua barriga para dar à luz ao filho do próprio filho, neste caso, à própria neta, batizada com o nome de Uma. Para isso eles recorreram ao método de inseminação artificial.

Matthew Eledge, de 32 anos, é homossexual e mantém um relacionamento com Elliot Dougherty, de 29. Como tal parceria não gera filhos, biologicamente falando, eles precisaram recorrer à chamada gestação solidária, onde alguém empresta a barriga e os óvulos para fecundar e gerar o bebê.



A irmã de Elliot, Lea Yribe, de 25 anos, foi quem doou os óvulos para a inseminação em Cecile, e o doador do esperma masculino foi Matthew.

Deu para entender até ai? Ou seja, na prática, Uma é filha biológica de Matthew (doador do esperma) e Lea (doadora do óvulo), sendo Cecile apenas a "barriga" onde a criança se desenvolveu.

Esse caso ocorreu no estado de Nebraska, Estados Unidos, e chamou atenção de muitos devido à confusão gerada no âmbito da ética e da moralidade.



Rod Dreher, um comentarista americano conservador, observou como a imprensa tratou o caso como se fosse motivo de comemoração, sem considerar os aspectos éticos envolvidos.

"Existem dois tipos de pessoas no mundo: aquelas que ficam instintivamente horrorizadas por isso, e aquelas que acham que é uma coisa gloriosa o que o dinheiro, a tecnologia e a disposição de quebrar tabus podem trazer", escreveu ele em sua coluna.

Rod explica que o dilema ético nessa questão não é meramente teórico. Ele encontra respaldo nos milênios de evolução da sociedade humana e possui uma razão natural para isso.



"Antes do século 21, não havia casais gays casados ​​(em 2001, a Holanda se tornou o primeiro país a legalizá-lo). O casamento surgiu como uma maneira de criar uma estrutura segura para a educação das crianças que emergem da união sexual. Mas nossa civilização passou a acreditar que o casamento não tem nenhuma ligação intrínseca à maternidade", escreveu ele.

"Se você tivesse perguntado às pessoas por volta de 1960 o que elas pensavam sobre o casamento gay, isso não faria sentido para a maioria das pessoas. Esse tabu foi moído a pó uma geração atrás. Menciono isso aqui simplesmente como um marcador do quão longe a revolução cultural derrubou os costumes, normas e limites fundamentais, em favor da soberania do Self", continua.



Segundo Rod, a gravidez, a relação pai, mãe e filhos, simbolicamente, custaram muito para a evolução da civilização, e não foram construídos do acaso, mas pela própria natureza, de modo que atualmente a tecnologia e às ideologias sexuais relativizaram isso a tal ponto que muitos não se dão conta que a humanidade está se desconfigurando.

"Para afirmar seu poder de gestar a criança que queriam, as pessoas envolvidas nesse caso - o casal gay, a irmã doadora de óvulos, a avó substituta - tornaram intrinsecamente insignificantes inúmeros conceitos fundamentais", diz Rod.



"Eles diriam que simplesmente mudaram o significado de 'família', 'mãe' e afins, da mesma forma que o casamento entre pessoas do mesmo sexo muda o significado da palavra 'marido' e 'esposa'. Bem, sim, mas vai muito mais fundo que isso. O que eles fizeram foi negar que há algum significado nesses conceitos além do que escolhemos dar a eles. Isso é nominalismo",

"Se você é um bom e moderno, você não vê o problema com nada disso. Entendi. O coração quer o que quer. Se temos o dinheiro e a tecnologia para fazer as coisas que desejamos acontecer, por que não faríamos isso?



Cortar os seios de adolescentes saudáveis, castrar quimicamente garotos saudáveis, engravidar uma mulher velha com um embrião criado pelo esperma de seu filho e mudar a ordem moral para afirmar a bondade desses atos - sim, senhor, isso deve ser o paraíso", conclui.

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