Ministro da Educação - Pais de alunos que agridem professores serão processados

O novo ministro da Educação quer responsabilizar os pais pelo comportamento agressivo dos filhos. Reprodução: Google

O novo ministro da Educação, Abraham Weintraub, concedeu uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo, afirmando suas posições com relação à nova pasta, tocando em um dos pontos problemáticos do ensino escolar no Brasil, que é a violência contra os professores.

Para Weintraub, a família deve ser responsabilizada pelo comportamento do aluno que agride os professores, de modo que até a guarda dos filho pode ser ameaçada, obviamente, se ficar constatado o estado de abandono.


"Sou a favor de seguir a lei. Se o aluno agride, o pai é responsável. O professor tem de fazer boletim de ocorrência. Chama polícia, os pais vão ser processados e, no limite, tem de tirar o Bolsa Família dos pais e até a tutela do filho", declarou o ministro.

Abraham Weintraub também criticou a forma como muitos enxergam os alunos problemáticos, ironizando o termo "coitado", dizendo esses perfis também cometem violência.

"A gente não tem de inventar a roda. Tem que cumprir a Constituição e as leis ou caminhamos para barbárie. Hoje, há muito o 'deixa disso', 'coitado'. O coitado está agredindo o professor. Se o professor alegar que não tem apoio do Estado, um recado: o Estado somos nós", afirmou.


Outro ponto importante, mas que foi distorcido pela grande mídia de forma claramente maliciosa, foi a declaração de que o ensino universitário seria melhor aproveitado se fosse direcionado para às prioridades de cada região no país.

Perguntado sobre seus planos para  as universidades federais, Weintraub respondeu:

"O Brasil gasta muito e a produção científica com resultados objetivos para a população é baixa. Precisamos escolher melhor nossas prioridades. Não sou contra estudar filosofia, mas imagina a família de agricultores que o filho retorna da faculdade com título de antropólogo? Acho que ele traria mais bem-estar para ele e para a comunidade se fosse veterinário, dentista, professor, médico".


Com base em tal declaração, diversos veículos da imprensa fizeram manchetes afirmando que o ministro da Educação teria dito que universidades do Nordeste não deveria ensinar filosofia, conferindo um tom pejorativo e xenofóbico à declaração de Weintraub, quando não foi essa a sua posição.


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