Psicóloga critica Conselho de Psicologia e comemora nova política de drogas do governo

Psicóloga Marisa Lobo acredita que a redução de danos na política anti-drogas é um equívoco. Reprodução: Google

A psicóloga e escritora Marisa Lobo se manifestou em favor da nova política anti-drogas do governo Bolsonaro, indo na contramão do que acredita o Conselho Federal de Psicologia (CFP), que defende a lógica (ou falta dela...) da "redução de danos".

"O Conselho Federal de Psicologia emitiu nota de repúdio à nova política sobre drogas que excluiu a redução de danos. Eu achei SENSACIONAL", escreveu Marisa.



A psicóloga, que é coordenadora nacional do movimento "Maconha Não" e uma das vozes mais ativas no combate à legalização das drogas para uso recreativo no Brasil, disse que o conceito de "redução de danos" defendido pelo Sistema Conselho de Psicologia é equivocado.

"Lutei anos contra essa redução de danos que só faz aumentar o número de usuários. É equivocada a ideia que redução de danos diminui [os] impactos das drogas no indivíduo e na sociedade. Parabéns ministro Osmar Terra pela coragem", disse ela.

Entenda


A redução de danos é uma das políticas "anti-drogas" em vigência até então. Ela consiste, basicamente, na crença de que antes de tentar impedir o uso da droga, é necessário oferecer meios seguros para que o usuário faça consumo da mesma.



Com isso, doenças contagiosas como o HIV, hepatite, DSTs e outras seriam evitadas, protegendo o dependente químico.

No entanto, os críticos dessa medida, como a Marisa Lobo, alegam que esse modelo ao invés de combater o abuso de drogas, termina favorecendo, uma vez que a oferta de meios que minimizam o impacto das drogas aumenta no usuário a sensação de consumo livre e sem restrições.

Além disso, a redução de danos se mostra na prática como um meio ineficaz de combater a dependência (vício) em si, já que a sua ênfase não está na conscientização sobre os dados causados pela substância, mas sim na oferta do seu uso "seguro".

O governo Bolsonaro, por outro lado, instituiu um novo modelo, onde a política anti-drogas será baseada na privação do uso do entorpecente. Ou seja, os usuários não terão o uso das drogas indiretamente incentivados, mas sim combatidos frontalmente.

"Não existe nenhuma comprovação de que, por ex: dar um canudo de plástico para o viciado de cocaína, ou protetor labial para usuário de crack, tem algum impacto positivo na saúde, na intensidade do vício, ou vai faze-lo ter consciência do mal que a droga faz", explica Marisa.



Para a psicóloga, a redução de danos "apenas serve como mais um meio para tais 'ongs' lucrarem com o vício", mediante a oferta de acessórios específicos.

"Parabéns Governo Bolsonaro. Como psicóloga especialista em clínica, estou muito feliz, vamos enfim tratar [a] questão drogas com responsabilidade. Falo aqui como coordenadora nacional do movimento Maconha Não. Viciado é doente e deve ser tratado e não enganado. As famílias, os profissionais sérios agradecem", conclui a psicóloga.

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