Lives semanais de Bolsonaro no Facebook decretaram o fim da mídia tradicional no país


Muitos ainda não se deram conta do significado prático das transmissões ao vivo feitas por ninguém menos do que o presidente da República do Brasil, Jair Bolsonaro, diretamente em sua conta oficial no Facebook, semanalmente. Mais do que uma simples postagem regular, elas significam o fim do jornalismo tradicional, não apenas no Brasil, mas no mundo.

Bolsonaro anunciou no começo de março que faria transmissões ao vivo (lives) em sua conta no Facebook, todas as quintas-feiras às 18h30, o que vem sendo feito até então. Semanalmente, portanto, o presidente reúne autoridades, ministros e outros para fazerem uma espécie de balanço das atividades do governo durante a semana, além de comentar outros fatos em evidência.


Na prática, Bolsonaro abriu um canal direto de comunicação com a população, que apenas em seu Facebook somam quase 10 milhões de seguidores, especificamente de eleitores. Diferente de outros líderes mundiais, como o presidente americano Donald Trump, conhecido por usar massivamente o Twitter para se posicionar, o brasileiro foi além, resolvendo fazer transmissões ao vivo com status de oficialidade e clima de reality show.


Isto significa o fim da mídia tradicional, que por décadas controlou o que a população poderia ver e ouvir, filtrando dos fatos e entrevistas o que exibiriam em seus canais, levando para o povo uma interpretação pronta da realidade. Às grandes emissoras de TVs e jornalistas renomados foram ultrapassados pelo fenômeno das redes sociais, que agora servem de linha direta da fonte com o comunicado.

Tal fenômeno, porém, não existiria se figuras como Jair Bolsonaro e Donald Trump não tivessem essa percepção e a coragem para usá-lo em seu favor. Mais do que isso, eles entenderam que a principal razão para fazer das suas redes sociais a principal fonte de comunicação com a população é a necessidade de driblar a manipulação da mídia, em sua maioria controlada por adversários políticos.



Um simples Twitter partindo de uma fonte oficial pode desconstruir toda a narrativa distorcida sobre um acontecimento, por exemplo, revelando qual é a verdadeira informação. O mesmo vale para transmissões online feitas no Facebook. Sem esse controle informativo, portanto, a grande mídia perdeu o monopólio da comunicação.

Em grande parte, essa é a razão pela qual as chamadas "fake news" ganharam evidência nos últimos anos, porque muitos alvos das notícias falsas utilizaram suas redes sociais para desmentir o que era dito sobre eles, especialmente os líderes da direita política. Assim, os veículos de comunicação acostumados em manipular informações foram se revelando aos poucos, até caírem no descrédito da população.


Finalmente, até onde sabemos, não há no mundo um presidente que tenha assumido o compromisso com a população de fazer uma espécie de programa semanal, curiosamente em sua rede social, para prestar satisfação ao povo sobre o que anda fazendo, capaz de atrair cada vez mais seguidores e apoiadores de tal iniciativa.

Assim, ainda que Jair Bolsonaro peque em alguns momentos com publicações desnecessárias e de pouco bom senso, é impossível negar que o uso que tem feito das redes sociais tem sido a sua principal força de combate contra às fake news, pois sem ela, considerando o baixo nível da oposição política e da grande imprensa, certamente a essa altura a estabilidade do seu governo já teria ido por água abaixo.

Por: Will R. Filho

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