Lava Jato: Governo convoca 1000 policiais federais para ampliar "quadro de inteligência"

Convocação para ampliar combate à corrupção com a Lava Jato

O presidente Jair Bolsonaro confirmou neste domingo (14) a convocação de mais de mil policiais federais aprovados em concurso público no ano passado.

A medida havia sido anunciada na última quinta-feira (11) pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, como parte das ações dos primeiros 100 dias de governo.

Junto com o pacote anticrime, proposto pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e que está em tramitação no Congresso Nacional, a nomeação do novo efetivo para a Polícia Federal faz parte do plano para combater o crime organizado e a corrupção no país.



“O objetivo é compor gradativamente o quadro de inteligência, como no trabalho da Lava-Jato (combate à corrupção) e outros serviços de segurança nacional dentro do orçamento possível destes primeiros 100 dias de mandato”, escreveu Bolsonaro em sua conta no Twitter.

O concurso previa a contratação de 500 pessoas, com nível superior de escolaridade, para as cinco carreiras policiais: 150 para delegado; 60 para perito criminal federal; 80 para escrivão; 30 para papiloscopista e 180 para agente de polícia federal.

Os aprovados estão em fase de convocação para a última etapa do concurso, que é o curso na Academia Nacional de Polícia. A formação dura aproximadamente cinco meses e tem caráter eliminatório.

Comentário:

Essa convocação está em sintonia com a intenção do governo federal de criar uma espécie de batalhão policial especializado no combate à corrupção (crime organizado) no país, sob o comando do juiz Sérgio Moro.


O momento é extremamente oportuno. Como divulgado antes, aqui mesmo no Opinião Crítica, está prevista para setembro a nomeação do atual coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, para o cargo de Procurador Geral da República (PGR).

Assim, essa movimentação do governo visando reforçar a Polícia Federal, bem como os rumores de Deltan no comando da PRG ainda este ano, trabalhando em sintonia com o Ministério da Justiça (chefiado por Moro), sinaliza a formação de um quadro de combate ao crime organizado nunca antes visto na história do Brasil.


Fonte: Agência Brasil
Comentário: Will R. Filho

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