Censura do STF é "a situação mais grave de todos os tempos", diz Janaína Paschoal


BRASÍLIA, 16 de abril (Opinião Crítica) - A deputada estadual por São Paulo e advogada Janaína Paschoal se manifestou sobre a recente decisão do Supremo Tribunal Federal, de censurar uma matéria publicada pela revista Crusoé e O Antagonista, que divulga a citação do nome de Dias Toffoli, presidente da Corte, em declarações do delator na Lava Jato, Marcelo Odebrecht.

"O STF não deveria estar investigando quem passou para a Revista a petição de Marcelo Odebrecht. O STF não deveria estar intimando jornalistas, procuradores e líderes de movimentos sociais", escreveu Janaína, explicando que a decisão proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, aparentemente, se voltou contra os alvos errados.


"O STF deveria estar investigando o teor do documento e como o documento desapareceu. Estamos diante da situação mais grave dos últimos tempos!", disse ela, que ontem mesmo também questionou o momento sombrio que vive no país no tocante à liberdade de imprensa.

“A reportagem da Crusoé poderia ser contestada e criticada, até duramente, mas tirar a matéria do ar, sob pena de multa diária de 100 mil reais? O que está acontecendo com o nosso país?”, questionou a deputada estadual e professora de direito da USP.

Janaína destaca que caberia aos ministros do STF, no máximo, apenas criticar a matéria, rebater com explicações e demonstrar com base nisso os seus possíveis erros, mas não censurar. A mídia apenas noticiou um fato oriundo de outra fonte, a saber, a própria operação Lava Jato.


“Agora, o Antagonista noticia que a petição não está nos autos, ao que parece, teria sido desentranhada. Essa situação gera perplexidade. Um mal estar generalizado. Não seria melhor simplesmente falar sobre a matéria, evidenciando a alegada falta de fundamento?”, disse ela em seu Twitter.

“Censurar a revista, aplicar multa aos jornalistas, ensejar o desentranhamento do documento… isso tudo fortalece a ideia de que há algo a ocultar. Precisamos (todos os brasileiros) compreender o que está ocorrendo”, conclui.

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