Filme "Não Planejado", baseado em fatos reais contra o aborto, é censurado nos EUA


O filme pró-vida "Unplanned" ("Não Planejado", em tradução livre) terminou seu primeiro fim de semana nas bilheterias e dobrou os ganhos estimados - apesar da suspensão, em 30 de março, da conta no Twitter do filme, entre outros obstáculos.

"Não planejado" também pode ter desempenhado um papel importante na aprovação de uma lei contra o aborto na Geórgia, em 29 de março, disseram os co-diretores do filme, acrescentando que a atriz Ashley Bratcher foi convidada para comparecer no legislativo junto ao governador do estado, Brian Kemp.



"O status do filme como um sucesso desafia a lógica", disse Michael Foust, crítico cristão de cinema, à Baptist Press. "É sobre o aborto - um tópico que a maioria dos americanos prefere evitar. E seus anúncios foram proibidos em muitas emissoras, incluindo Lifetime, Travel Channel, Cooking Channel, HGTV, Food Network, Hallmark Channel e USA Networks.

"A maioria dos filmes teria fracassado em tal cenário. Mas a controvérsia sobre a classificação e a proibição da publicidade [do filme] lhe fizeram chamar atenção, caso contrário não teria conseguido, provocando uma reação entre os espectadores que o apoiaram em massa", disse Foust.



Produzido pela Pure Flix, "Não Planejado" conta a verdadeira história da ascensão de Abby Johnson para se tornar uma das diretoras clínicas mais jovens da Planned Parenthood na América, assim como sua subsequente conversão a visões pró-vida. O filme é baseado no livro de 2011 escrito por Johnson, com o mesmo título.

"Não planejado" rendeu pouco menos de US $ 6,4 milhões em 29 e 31 de março, de acordo com o site BoxOfficeMojo.com, que havia projetado o filme para arrecadar aproximadamente US $ 3 milhões. Todos os outros filmes dos cinco melhores do fim de semana exibiram pelo menos duas vezes mais telas do que as 1.059 que mostravam "Não planejado".



Em meio à contínua recusa de todas as principais redes de TV a cabo de anunciar o lançamento do filme, "Não Planejado" também teve sua conta no Twitter suspensa no sábado. Depois que os usuários de mídia social notificaram o Twitter sobre o assunto, a conta foi restaurada, de acordo com o The Hollywood Reporter. O Twitter disse que a suspensão foi acidental.

Apenas as emissoras Fox News e The Christian Broadcast Network, essa última cristã, aceitaram fazer a propaganda do filme.

A conta no Twitter do filme "Não planejado" também informou em 31 de março que 50 mil dos seus seguidores foram removidos sem explicação. Em primeiro de abril, no entanto, eles informaram que os mesmos foram recuperados.



"É triste quando o direito à liberdade de expressão é encerrado com o toque de um interruptor", disse Konzelman ao The Hollywood Reporter. Felizmente, o apoio do público foi imediato e graças à pressão exercida o Twitter, por exemplo, restaurou a conta do filme alegando "acidente".

A classificação "R" atribuída ao filme pela Motion Picture Association of America - dizendo conter "imagens perturbadoras/sangrentas", segundo a MPAA - foi citada por alguns como uma evidência do viés da mídia contra a perspectiva pró-vida do filme, visto que tal classificação faz parecer que o filme não é indicado para a maioria do público.



O filme não contém palavrões, nudez ou imoralidade, escreveu Johnson em carta aberta para às famílias do país. Foust, por exemplo, disse que o filme "não deveria ter sido classificado como R.".

Apesar dos obstáculos enfrentados por "Não Planejado", o filme obteve o apoio do vice-presidente americano Mike Pence, em uma mensagem no Twitter, que o classificou como "um novo filme pró-vida profundamente inspirador".

O filme ainda não tem previsão de estreia no Brasil. Veja o trailer abaixo:



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