Feliciano e Olavo criticam Mourão e motivam o pedido de impeachment do vice-presidente

Marco Feliciano e Olavo de Carvalho motivam impeachment de Mourão
Encontro de Marco Feliciano e Olavo de Carvalho, nos Estados Unidos. Reprodução: Google

O encontro do pastor e deputado federal Marco Feliciano com o escritor Olavo de Carvalho, nos Estados Unidos, pode ter sido o fator determinante para a protocolação de um pedido de impeachment do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, feito pelo parlamentar no início desta semana.

Feliciano gravou uma série de quatro vídeos com Olavo de Carvalho, divulgados na terça-feira e quarta-feira, respectivamente, onde ambos comentam alguns pontos sobre a política no Brasil, entre eles a nomeação do novo ministro da Educação, Abraham Weintraub.

"Acho que ele é uma pessoa altamente competente, mas não indiquei ninguém", disse Olavo, rebatendo algumas mídias no Brasil que atribuíram a nomeação do ministro ao escritor.

"Agora tudo o que é ministro que aparece, dizem que fui eu quem pus lá. Sou fabricante de ministro agora? Não acreditem em Folha de S. Paulo. Aquilo lá é um Almanaque da Mônica. A política brasileira e o jornalismo são só fantasia", disse ele.

Olavo de Carvalho também falou sobre o vice-presidente Hamilton Mourão, destacando algo que já foi comentado aqui mesmo no Opinião Crítica sobre a intenção da grande mídia, influenciada em sua maioria pela esquerda política, de querer dar voz ao vice-presidente para contraditar Jair Bolsonaro. Relembre um trecho abaixo:

"Seguindo a estratégia de implodir o governo Bolsonaro por dentro, a oposição política e a grande imprensa vem buscando explorar ao máximo possível os elos fracos na base de apoio ao governo, a fim de criar brechas de influência.

É por essa razão que após algumas declarações 'suaves', agradáveis para os ouvidos até do psolista Jean Wyllys, o general e vice-presidente Hamilton Mourão tem sido destaque em muitas entrevistas. A imprensa o procura e quer saber sua opinião sobre pautas do governo, porque sabe que ele, se não tiver seguro acerca do que pretende, será um causador de problemas".

Seguindo a mesma linha de raciocínio, Olavo de Carvalho lembra qual é a posição de Mourão no governo:

"Eu não votei em milico nenhum. Eu votei no Jair Bolsonaro. Se o presidente chama um militar para assumir um posto qualquer, ele não está assumindo este posto como general, ele está assumindo como um funcionário público. General Mourão, você é um funcionário público!", disse Olavo.


Pedido de impeachment prejudica ou ajuda?


A ressalva fica quanto ao pedido de impeachment protocolado. Ainda que Marco Feliciano tenha deixado claro que é apenas "um alerta", indicando que sua real intenção não é, de fato, levar à proposta a cabo, mas sim dar um "tiro pro alto" em aviso ao general, na prática a iniciativa pode prejudicar mais do que ajudar.

A razão disso é porque tudo o que a oposição deseja são conflitos internos, como já explicado na matéria "Imprensa e oposição querem isolar Bolsonaro criando divisão entre seus apoiadores". Assim, qualquer sinal de instabilidade pode ser uma brecha para causar ainda mais atrito no governo.

O governo ainda vai completar quatro meses de gestão. É pouquíssimo tempo. Tanto Bolsonaro quanto Mourão ainda estão se harmonizando. A postura do general, neste caso, deve ser tratada na base do diálogo, chamando atenção, sim, e também criticando, como Feliciano já tem feito, mas sem ir além disso nesse primeiro momento, visto que só os rumores de um possível impeachment contra o vice já é suficiente para municiar à posição e causar instabilidade no mercado.

Por: Will R. Filho

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