Com a palavra, o bandido - Tudo que resta para Lula é a propaganda e o cinismo

Com a palavra, o bandido - Tudo que resta para Lula é a propaganda e o cinismo
Lula, o mesmo de antes e depois. Foto: Reprodução - Google

A entrevista concedida pelo ex-presidente Lula, autorizada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, aos jornais El País e Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (26), indica alguns pontos de reflexão que merecem ser destacados.

O primeiro deles diz respeito ao que, aparentemente, é o caráter do ilustre presidiário. Lula é um excelente orador. Ele, assim como o ex-presidente americano Barack Obama, consegue atrair atenção pelo discurso e sua interpretação gestual.



Mas isso não tem nada a ver com moralidade. Tanto que, enquanto o norte-americano convenceu multidões apenas com um "Yes, we can!" (Sim, nós podemos!), que em termos práticos não se refletiu em nada na economia do seu país, senão no aumento do desemprego, desaceleração do crescimento e distrofia cultural, Lula, por outro lado, também convenceu multidões - já não tantas assim - contando mentiras típicas de um megalomaníaco.

A entrevista de Lula na sua atual condição de bandido não trouxe nada de novo, senão o mesmo perfil cínico de quem utiliza o discurso como instrumento de efeito para convencer os tolos. “Sei muito bem qual lugar que a história me reserva. E sei também quem estará na lixeira", disse ele, lendo, logo no início.



É o marketing do "grandiosismo", onde vender a ideia de uma figura imponente, porém, supostamente injustiçada, perseguida, caluniada, também fez parte da estratégia propagandística de grandes líderes mundiais ao longo da história, como Adolf Hitler, Josef Stalin, Mao Tse Tung e outros.

O discurso de um estadista, falando ao seu povo, não deve ser avaliado pela impressão que o mesmo provoca no espírito de um professor de Universidade, mas no efeito que produz sobre as massas. (Adolf Hitler)



A citação acima do maior genocida do século XX ilustra bem qual é o propósito de quem pretende vender uma ideia através da narrativa. "O que me mantém vivo, e é isso que eles têm que saber, eu tenho um compromisso com este país, com este povo”, disse Lula, como se aos 73 anos e atrás das grades fosse alguma esperança de mudança para o país.

Em seguida, Lula resolve criar manchetes de feito contra dois magistrados que, anonimamente, não precisariam de holofote algum para ter uma vida tranquila, dado ao sucesso da carreira acadêmica, o que os distanciaria de qualquer ofício tão penoso que fosse capaz de colocar suas vidas em risco, sob ameaça e críticas constantes.



“Não tem problema que eu fique aqui para o resto da vida. Quem não dorme bem é o Moro, Dallagnol e o juiz do TRF-4 [que confirmou sua condenação em segunda instância].”, disse o petista, que indiretamente também criticou os conservadores, em especial os evangélicos.

Com uma segunda condenação em curso, dessa vez pelo caso envolvendo o sítio em Atibaia, Lula poderá permanecer na cadeia o resto da sua vida, entre idas e vindas com a Justiça. O que resta, então, para o ex-presidente condenado, senão a propaganda?

Não há nada de novo em Lula, senão os meses e o ócio consumidos, ao invés da cachaça, dentro da prisão.

Por: Will R. Filho

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