"Nenhum direito conquistado pela comunidade LGBT será violado”, diz Damares Alves

Ativismo LGBT e a ministra Damares Alves
Ministra Damares Alves reforça a responsabilidade do governo com direitos LGBTs. Reprodução: Google

BRASÍLIA, 22 de abril (Opinião Crítica) - A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, voltou a reforçar em suas redes sociais, nesta segunda feira, que a comunidade LGBT no país não será desprezada pelo governo Bolsonaro, no tocante à conquista de direitos civis.

"Muito se especulou sobre os direitos da comunidade LGBT na gestão do Governo Bolsonaro. Derrubando toda notícia pessimista e até mesmo caluniosa, a estrutura foi mantida", escreveu Damares, destacando o papel de Marina Reidel, que é transexual, neste setor.


"A Diretora de Promoções dos Direitos LGBT continua sendo a querida Marina Reidel, que é professora e mulher trans", frisou a ministra. "Não toleraremos violência contra quem quer seja. O Governo Bolsonaro tem como meta o respeito a dignidade humana, a paz, a empregabilidade e a não violência.".

Ponto sensível


O posicionamento de Damares Alves sobre este assunto não é visto com bons olhos por alguns que atuam há anos nesse meio. A psicóloga Marisa Lobo, por exemplo, autora do livro "Ideologia de Gênero na Educação", considera que é preciso ter muita cautela, devido às intenções do ativismo LGBT.


"Nunca me calei e não será agora. Todas as bandeiras pelas quais lutamos terão que ser respeitadas, pois foram elas que elegeram este governo. Não vou ficar refém de conhecidos, amigos que ocupam cargos hoje no governo federal", disse a psicóloga em outra ocasião, quando Damares disse que poderia sair de "mãos dadas" com feministas para lutar em favor de pontos comuns, nas ruas.


"Não vou deixar de dizer o que penso das atitudes equivocadas e um ministro seja ele ou ela quem for [...] Se fizerem coisas boas, vou elogiar, mas se fizerem coisas ruins (ações, falas, intromissões, perseguições, etc) vou denunciar sim", disse Marisa, que também já defendeu Damares Alves em outro momento.

Resumidamente, não se trata de não reconhecer direitos básicos da comunidade LGBT, mas sim de lutar contra a intenção de adquirir privilégios que podem colocar em risco à liberdade de expressão, acadêmica e até religiosa no país, como por exemplo o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO 26), no STF, que poderá criminalizar à "homofobia".


Por essas e outras razões, como a própria disseminação das questões de "gênero" nas escolas, a aproximação de Damares Alves com o ativismo LGBT deve ser encarada com cautela, valorizando os aspectos positivos do diálogo, mas com bastante ressalvas quanto ao seu conteúdo.

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