Com o apoio de Moro, Deltan Dallagnol poderá assumir a Procuradoria Geral da República

Deltan Dallagnol pode se tornar o novo Procurador Geral da República, com o apoio de Sérgio Moro. Reprodução: Google

Se ter como ministro da Justiça do Brasil o juiz Sérgio Moro já é um pesadelo para os corruptos de colarinho branco, ter ainda como procurador-geral da República (PGR) o atual coordenador da operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, pode ser motivo de desespero.

Mas é exatamente isso que poderá acontecer em setembro, segundo informações do jornalista Kennedy Alencar, que disse haver "uma articulação de bastidor em Brasília para que Deltan Dallagnol seja indicado procurador-geral da República em setembro, substituindo Raquel Dodge".



Sim, senhoras e senhores, esta é uma realidade palpável, visto que Moro, exercendo o magistrado em primeira instância em Curitiba, trabalhou em correlação direta com Deltan. Com o apoio de uma imensa equipe de policiais federais, ambos foram responsáveis pelo sucesso da Lava Jato. Um coordenando investigações e o outro executando sentenças.

Com isso, não resta dúvida alguma de que Sérgio Moro apoia essa indicação, podendo ser ele próprio o seu mentor, pois assim o juiz estará elevando o poder de investigação da Lava Jato ao sincronizar seu trabalho no Ministério da Justiça com a PGR.



"A ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) faz uma eleição interna e apresenta lista tríplice ao presidente da República", continua Kennedy. "Se o hoje tímido Dallagnol disputar a eleição interna e ficar entre os três mais votados, terá legitimidade da categoria para assumir o comando do Ministério Público Federal".

O jornalista confirma a possibilidade de Sérgio Moro intervir para garantir que Deltan assuma à PGR, mesmo se ele não for indicado internamente pelo Ministério Público.



"Integrantes da gestão Bolsonaro dizem que o presidente poderia nomear Dallagnol mesmo se ele ficar fora da lista tríplice. Sergio Moro, ministro da Justiça, é o maior padrinho dessa possível indicação", conclui Kennedy.

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