Casal de brancos diz que se "sente" negro e que até o DNA dos filhos serão alterados

O casal de brancos afirma que será possível alterar o DNA para se tornarem negros. Reprodução: Google

O crescente debate global sobre identidade genética assumiu uma nova reviravolta. Nos últimos anos, essa discussão ficou centrada em torno da sexualidade, com indivíduos fazendo manchetes que alegavam ser não-binários e transgêneros.

Atletas que nasceram do sexo masculino, mas que agora se dizem mulheres, vêm ganhando competições esportivas contra mulheres jovens que realmente nasceram com genes femininos.


Estudantes universitários e até alunos colegiais mais jovens foram seduzidos pela "transmania" e decidiram mudar de sexo, incluindo a remoção de partes do corpo para assumir uma nova identidade.

Agora, há um casal que nasceu branco, mas dizem que estão mudando para se tornarem negros.

O Daily Mail informou que o casal se casou em outubro passado no Havaí e disse que eles se identificaram como negros.


Martina Big, 30 anos, da Alemanha, e Michael Eurwen, 31 anos, apareceram no programa de televisão britânico "This Morning" para falar sobre a mudança. Ambos foram submetidos a injeções usando melatonina, um hormônio sintético, para escurecer a pele.

Big afirma que o escurecimento de sua pele só veio depois de três injeções do hormônio. Ela até disse aos entrevistadores, confusos, que seu DNA também será alterado, dizendo que seus médicos a informaram que seus filhos nasceriam negros.

Um dos apresentadores do programa a pressionou ainda mais sobre a suposta alteração de DNA.


"Se o bebê não for negro, porque estou tentando entender como isso seria geneticamente possível, você ainda estará perto deles se der à luz um bebê branco?", perguntou o entrevistador.

"É claro - será uma mistura de mim e de Micheal", respondeu Big, "mas tenho certeza que será preto, mas se for chocolate ao leite ou um pouco mais claro, não importa.".

"Eu posso sentir claramente que sou negra, mas é difícil encontrar as palavras certas para descrever isso", disse Big.


Big viajou até o Quênia no ano passado para ser batizada como "uma mulher africana de verdade".

Em um post em sua página no Facebook na época, ela escreveu: "Uma de minhas amigas quenianas contou ao pastor sobre minha transformação em uma mulher negra e disse a ele o quanto eu queria me tornar uma verdadeira mulher africana".

Os usuários do Twitter que são fãs do programa questionaram a alegada mudança genética que o casal afirma que acontecerá.


"Eu sinto muito, mas nenhuma quantidade de mudanças cosméticas afetará sua genética. Se você nasceu branco, seus filhos serão brancos. Acho que Martina precisa encontrar um novo médico", escreveu um usuário.

Outro usuário desafiou a alegação do casal sobre tal mudança.

"Eu tive injeções de bronzeamento, agora sou uma pessoa negra, é o equivalente a dizer que bebi um copo de água e sou agora à prova de fogo antes de entrar em um prédio em chamas estando pelado", escreveu um usuário chamado Kim.

Esta não é a primeira vez que alguém afirma ser negro, mas nesse outro caso a pessoa na verdade era geneticamente branca e tinha pais brancos para provar isso.


Provavelmente, a história que mais chamou a atenção nos últimos anos foi a de Rachel Dolezal, uma mulher branca que durante anos se passou como negra, mesmo enquanto servia como presidente da filial da NAACP em Spokane, Washington. 

Seus pais vieram em junho de 2015 para denunciá-la como branca a uma estação de televisão local. Ela perdeu o emprego e no ano passado foi acusada de fraude previdenciária.

Em 5 de abril, Dolezal, que agora se chama Nkechi Diallo, aceitou um acordo sobre essas acusações, segundo a The Spokesman-Review.

Comentário:

Aparentemente não se trata de um caso qualquer de preferência racial, mas sim um transtorno psicológico que precisa ser investigado para a sua devida compreensão. O que mais chama atenção, também, é a abordagem médica sobre o assunto.


O casal não iniciaria tal procedimento sem o aval dos seus médicos, correto? Se a alegação de que haverá mudança de DNA realmente partiu dos médicos que acompanham o casal, então se trata de um embuste absurdo.

Mesmo que não tenham dito isso, o simples fato de corroborar com esse procedimento para escurecimento da pele já é um absurdo, porque, como dito, a narrativa do casal indica problemas psicológicos, de autoimagem, e esse deveria ser o ponto de partida para qualquer abordagem posterior.


Infelizmente a tecnologia e o conhecimento científico não servem apenas para promover a saúde dos seres humanos, mas também para legitimar seus conflitos, o que é trágico, pois cria a ilusão de resolver questões que muitas vezes fogem da competência médica, mas que por atender a interesses comerciais, são tratadas de forma irresponsável.


COMPARTILHAR

Edição:

Somos uma mídia independente, oferecendo conteúdo com perspectiva cristã através de comentários sobre notícias do Brasil e do mundo.