Camile Paglia, gay e ateia, detona o ativismo LGBT e feminista: “loucas e neuróticas”

Camilie Plaglia sobre o feministmo nos dias atuais

Se você quiser entender o que significa uma postura "politicamente INcorreta" sem uma perspectiva de natureza política, escute o que diz à escritora homossexual e ateia [não acredita em Deus] Camile Paglia sobre o ativismo LGBT, feminista e outros, nos tempos modernos.



Paglia explica que o sentimento religioso possui uma função de ordem social, de modo que o desprezo por essa realidade tem causado consequências devastadoras na sociedade moderna, algo que tem sido motivado pelo ativismo político-ideológico e não pela ciência, propriamente.

"Às pessoas estão preocupadas com a perda de sua própria identidade cultural e penso que muito disso tem a ver com religião. Eu sou ateia, falo sobre o sentido espiritual da religião. A elite educada se afastou da religião tradicional e agora apresenta um humanismo secular", disse ela.



"A mídia está falando sobre direitos de grupos como os gays, transgêneros enquanto a grande massa não está necessariamente convencida. O catolicismo tradicional recuou no Brasil. Existe essa onda em direção ao cristianismo anglicano [protestante]. E isso tem carregado muito do movimento conservador no País. 



Pelo que posso ver a distância, a elite educada, os ricos, as pessoas da mídia brasileira parecem pensar que religião é algo ultrapassado. Esse ataque à religião e essa força que foi solta no Brasil, de cristãos anglicanos, é muito mais rigorosa que o antigo catolicismo era.

Você precisa de religião ou algum senso de moralidade para poder fazer escolhas éticas na vida. Eu acho que as pessoas mais comuns perceberam isso. Existe um vácuo moral e ético na elite educada, na Europa, nos Estados Unidos e agora no Brasil.



Isso na verdade ajudou a dar força para essa virada para a direita. A mídia está falando sobre direitos de grupos como os gays, transgêneros enquanto a grande massa não está necessariamente convencida", disse Paglia.

"Acho que o feminismo foi muito longe com essa ideia de gênero como performance. Que nós nascemos quadros em branco e todas as diferenças de gênero são resultado das influências e pressões do ambiente social. 

Com certeza isso é um importante fator, como podemos ver na história. Obviamente, eu posso ser muito mais hoje do que poderia ter sido se tivesse nascido na Inglaterra em 1808. Hoje, mudanças do contexto social são bem-vindas ou não tão reprimidas como em outros períodos. Mas acho que o feminismo se tornou um dogma, uma religião.



Houve períodos no movimento feminista em que falamos sobre diferenças biológicas, na década de 1970, mas isso meio que desapareceu. Agora a ideia dominante é que não há gênero e você pode ser o que quiser. Se uma pessoa escolher ser diferente ou pensar em si mesmo de maneira diferente, em questão de gênero, isso deve ser permitido.

Mas isso se tornou uma confusão terrível. Se uma criança gosta de se vestir com roupas do sexo oposto quando tem 5 ou 6 anos, agora há essa pressão terrível dizendo: “Você deve ser transgênero, então nós vamos ajudá-lo. Vamos injetar-lhe bloqueadores de puberdade e você pode fazer uma cirurgia quando quiser.” É insano, absolutamente terrível.



Quando eu era pequena, me vestia no Halloween com roupas de homem. Já fui um soldado romano, Napoleão e Hamlet. Hoje, as pessoas teriam me identificado como alguém que é transgênero. Crianças não estão preparadas para tomar decisões sobre se querem ter cirurgias para modificar permanentemente seus corpos. Isso é um abuso dos direitos humanos.

Por causa da falha de jornalistas e professores liberais em confrontar isso, o que está acontecendo é que as pessoas estão se movendo para a direita. Essa questão de gênero fortalece o movimento para a direita nos Estados Unidos, no Brasil, na Hungria, em todos os lugares. Não está ajudando o liberalismo a longo prazo.

Para ler a entrevista completa de Paglia concedida ao Estadão, clique aqui

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