Bolsonaro disse que Vélez "não tinha expertise" e que foi "acumulando problemas"


O presidente Jair Bolsonaro disse que a demissão de Ricardo Vélez Rodríguez do Ministério da Educação foi motivada por problemas de “gestão”. Segundo ele, Vélez “não tinha essa expertise” e acabou “acumulando uma série de problemas”.

“Basicamente é a questão da gestão. Lamentavelmente o ministro não tinha essa expertise. Aí foi acumulando uma série de problemas. A gente não pode deixar sangrando um ministério que é importantíssimo”, afirmou o presidente durante entrevista à TV Jovem Pan.


No final da manhã desta segunda-feira (8), via Twitter, Bolsonaro anunciou o nome do novo ministro da Educação, Abraham Weintraub. Segundo ele, o novo titular terá liberdade para escolher seus assessores e montar sua equipe.

“Ele é do ramo. É professor universitário, sabe gerar e conversar. Está gabaritado. Todas as pessoas serão indicadas por ele. Mesmo nas minhas indicações, ele têm poder de veto”, afirmou o presidente, lembrando que há “um montão de coisas pela frente” a ser realizada.


Mais cedo, Bolsonaro anunciou que Weintraub substituiria Vélez no MEC. Professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Weintraub foi executivo do mercado financeiro, atuou no grupo Votorantim e foi membro do comitê de Trading da BM&FBovespa.

Em 2016, coordenou a apresentação de uma proposta alternativa de reforma da previdência social formulada pelos professores da Unifesp. Antes de se tornar ministro, o professor atuava como secretário executivo da Casa Civil, sob o comando de Onyx Lorenzoni.

Comentário:


É natural que o trabalho de alguns ministros seja conhecido plenamente apenas depois da nomeação. Não há como fazer adivinhações. Entretanto, dado ao contexto do país e à oposição rasteira contra o governo, é de suma importância que o presidente saiba escolher com uma margem mínima de erro.

Em pouquíssimo tempo já foram 15 demissões no ministério da Educação. Cada vez que um líder do governo cai, enfraquece o presidente. Talvez a escolha de Abraham Weintraub não tenha sido a melhor entre o leque de opções.


Bolsonaro reforçou durante toda a sua campanha que a escolha dos seus ministros será pautada por critérios técnicos, não ideológicos. Entretanto, no mesmo ministério, esta é a segunda indicação associada ao escritor Olavo de Carvalho, que parece ter, de fato, grande influência sobre o governo.

Weintraub parece ter grande experiência como gestor do mercado financeiro e não educacional. Ser professor não implica em saber gerir o ministério da Educação. Entretanto, tomara que a nossa desconfiança seja superada pelo bom desempenho do ministro e assim, finalmente, essa pasta consiga prosperar.

Com informações: Agência Brasil
Comentário: Will R. Filho

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