Perito avalia escritos do atirador de mesquita e diz que ele é de extrema-esquerda


O causador do horrível banho de sangue em duas mesquitas na Nova Zelândia, no começo de março, foi retratado pela grande mídia como um nacionalista branco associado à extrema direita. Alguns veículos até associaram a fé cristã ao assassino.

Essa mesma mídia, no entanto, deixou de informar à população o conteúdo das 73 páginas escritas por Brenton Tarrant, o assassino de 28 anos responsável pelo massacre, onde ele revela detalhes da sua vida que esclarecem o verdadeiro conteúdo motivacional do massacre.



Um dos que tiveram o trabalho de refutar a manipulação da mídia foi o Dr. Augusto Zimmermann, professor de direito em Perth, na Austrália e também na Universidade de Notre Dame, que examinou de perto os escritos de Tarrant."Ele é um anarquista auto-descrito e um ambientalista radical e um admirador da China comunista", relatou o perito em uma publicação feita em 17 de março.

"Como se constata, parece que o terrorista nem sequer é um direitista. Ele é um anarquista auto-declarado, um ambientalista radical e um admirador da China comunista", continua Zummermann.



"Respondendo à pergunta 'Você é um conservador?', Brenton Tarrant escreveu: 'Não, o conservadorismo é o corporativismo disfarçado, não quero fazer parte disso'. Descrevendo a sua jornada política, o assassino disse: 'Quando eu era jovem, era comunista, depois anarquista e, finalmente, libertário, antes de me tornar um ecofascista'", relata o professor.

Zummermann explica que o fascismo é apenas uma forma de "socialismo nacionalista", relatando também em qual regime político o assassino Tarrant se inspira, a saber, o comunista chinês.



"A nação com os valores políticos e sociais mais próximos da minha é a República Popular da China", escreveu o assassino, segundo o professor. "Como pode ser visto, o assassino detesta o capitalismo, o livre comércio, mas ele ama o governo comunista chinês e o fascismo, que na verdade é uma forma de socialismo nacionalista", observa o professor.

"Em suma, o atirador é um racista que despreza profundamente o liberalismo e o conservadorismo convencional. Daí sua forte condenação pelos conservadores tradicionais, a quem ele rejeitou como 'milionários boomers cívicos nacionalistas'", destaca em sua página, no CaldronPool.

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