Ao publicar artigo de Lula, Folha dá voz a um criminoso contra a Justiça do Brasil

Publicação de Lula no jornal Folha de São Paulo é uma afronta ao poder público - Reprodução: Google

O nível de credibilidade do jornal Folha de São Paulo no tocante à isenção ideológica da sua redação já estava em decadência. Com a publicação neste domingo (7) de um artigo, supostamente, escrito pelo presidiário Luiz Inácio Lula da Silva, este veículo de "informação" extrapolou todos os limites em sua militância político-partidária.



Simplesmente um dos mais antigos jornais do Brasil cedeu espaço para que um homem, condenado e preso por corrupção e lavagem de dinheiro, publicasse um texto que faz apologia contra o sistema judiciário do país. Esta é nada mais do que uma versão "jornalística" de rebeldia contra o poder público.

A diferença, apenas, é que a Folha utiliza a liberdade de imprensa como máscara para justificar seu ativismo político e antijudiciário. Algo que deveria ser visto com total estarrecimento, no entanto, foi recebido por muitos da imprensa "livre" (que na verdade é patrocinada em sua maioria) como algo natural. Afinal, o que importa a publicação de um presidiário ser lida em um dos maiores jornais do país, não é mesmo?



“Não aceitaremos que condenados, bandidos, presidiários opinem sobre a política no Brasil. Lula, fecha a sua boca e cumpra sua pena!”, escreveu a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), em sua conta no Facebook.

Pois bem, para que tal acinte à população não se repita, no entanto, é necessário avaliar até que ponto a liberdade de imprensa abrange a veiculação de artigos de criminosos condenados. Quais os limites da informação e da proteção da liberdade de expressão.

Certamente juristas poderão responder a tais perguntas e apontar, na forma da lei, em qual categoria de crime ou contravenção a atitude do jornal Folha de São Paulo se enquadra. Uma vez preso, o criminoso está isolado da sociedade, sem comunicação com ela. Do contrário, haveria permissão para que todos os presidiários tivessem um celular em mãos.



Uma simples carta e a informação sobre ela, escrita por um preso, é diferente de um texto transformado em artigo publicado em jornal. Na prática, temos ai um veículo de comunicação sendo disponibilizado para o condenado, como eco da sua voz, de dentro da cela para o mundo. Ora, isso não é incitar rebelião contra a ordem pública?



É difícil pensar que não. É difícil não pensar que isto é, na prática, a mesma coisa que um detendo fazer uma ligação telefônica e conversar livremente com seus comparsas fora da prisão. Qual é a diferença, portanto? Aparentemente, apenas o instrumento de comunicação, que no caso de Lula foi (ou é?) a Folha de São Paulo.

Por: Will R. Filho

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