Revista ÉPOCA chama de "performance" e "chuva dourada" urinada em vídeo polêmico


Se a situação está ruim, quando se trata da imprensa brasileira tem como ficar muito pior. A revista Época, pelo visto, faz questão de comprovar isso com extrema facilidade.

Em sua mais nova matéria digital, o jornalista da famosa revista resolveu romantizar as cenas de imundície que revirou o estômago de muita gente, após o presidente da República, Jair Bolsonaro, compartilhar um vídeo em que dois indivíduos cometem atentado violento ao pudor em plena luz do dia.



Se por um lado a intenção de Bolsonaro foi criticar o mau uso do dinheiro público e o comportamento imoral de alguns foliões em festas de rua, por outro a Época quis dar maior destaque para o sujeito que aparece usando o próprio ânus e a urina de outro para apresentar sua "performance" ao público.

"O performer formado na Argentina não se identifica nem como homem nem como mulher, mas fala de si no gênero feminino", diz um trecho da matéria, escrita por Danilo Thomaz.

A associação dos atos criminosos praticados pelos indivíduos a uma apresentação artística está na utilização do termo "performance", que etimologicamente está diretamente relacionada ao mundo da arte, do teatro e expressões artísticas, geralmente individuais, de forma geral.



Como se isso não bastasse, a mijada que o "performer" recebeu na cabeça enquanto parecia se regozijar de prazer ao ficar embebido em "xixi", foi traduzida por outro termo mais delicado, suave aos ouvidos do pobre leitor... leigo: "chuva dourada".

Observe:

"Pessoas presentes na performance realizada no bloco chamado de BloCU [bastante sugestivo], no centro de São Paulo durante o carnaval, afirmam que a apresentação não se resumiu a apenas à chuva dourada e manuseio do ânus", diz a matéria, com destaque nosso.



Finalmente, como se tivesse realizado uma importante contribuição de utilidade pública, a matéria da Época termina informando que antes da "performance" anal e urinas esvoaçantes, o sujeito  de gênero não identificado "havia defecado na rua".

Depois que uma matéria como essa é publicada em um dos maiores veículos jornalísticos do país, você ainda duvida do motivo pelo qual Bolsonaro jogou no ventilador a podridão que existe nas ruas do Brasil?

Se algo tão bizarro é tratado de forma romantizada e associado à arte pela Época, por que o presidente da República não pode compartilhar em sua rede social como uma simples crítica "artística"?

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