Você sabia? Mais de 200 milhões de mulheres já sofreram mutilação genital em 30 países


A Mutilação Genital Feminina, conhecida pela sigla "MGF", é uma das práticas mais cruéis ainda existentes no mundo, motivada por questões religiosas.

Segundo o Unicef, estima-se que até o ano 2030, mais 15 milhões de mulheres passarão por esse procedimento, que apesar de ser uma grave violação dos direitos humanos, não recebe a devida atenção dos grupos internacionais em defesa da mulher.



Poucas pessoas sabem que no dia 6 de fevereiro é comemorado o "Dia Internacional da Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina", mas isso não é por acaso. A explicação está no fato de que na maioria dos países onde tal brutalidade é praticada a motivação é religiosa, sendo o islamismo a principal fonte da prática nessas regiões.



Em setembro do ano passado, por exemplo, 60 meninas foram hospitalizadas as pressas, vítimas de mutilação genial em Burkina Faso."Todas as vítimas de mutilação foram internadas em hospitais com hemorragias e infecções", informou à agência EFE na época.

Na doutrina islâmica a mutilação genital feminina é conhecida como "circuncisão feminina" e é relatada no próprio Corão através dos 'Hadiths', livros que narram as "tradições de Maomé", além de estar no Tratado de Lei Islâmica "The Reliance of the Traveller".



"e4.3: Circuncisão é obrigatória (para cada homem e mulher) pela remoção do pedaço da pele da glande do homem, mas a circuncisão da mulher se dá pela remoção do clítoris (isto é chamado Hufaad)", diz um trecho do texto.

Segundo uma matéria feita pelo jornal El País em 2014, o professor de jurisprudência islâmica da Universidade Al Azhar, confirmou que apesar de não ser uma obrigação, a mutilação genital feminina é uma tradição confirmada nos escritos de Maomé:



“A circuncisão masculina é uma obrigação no Islã. Já a feminina não é, mas é reconhecida como uma prática tradicional. O dito em que o profeta autoriza uma mulher a praticá-la foi autenticado”, disse o professor.

Apesar da grande mídia tentar omitir a correlação direta da doutrina islâmica com a "tradição" de mutilação genital feminina, há inúmeras referências a essa prática nos escritos muçulmanos, como algo desejável, inclusive para evitar que a mulher sinta excesso de prazer:



"Uma razão porque a mulher dever ser circuncisada é para 'diminuir a sua luxúria' e 'dosar os seus desejos sexuais'". (Afifi Muhammad al-Saadiq, Fi fiqh al-mar'a al-muslima, Beirute, 1986, pag. 17).

“O profeta Maomé disse, Circuncisão é sunna para o homem e preservação da honra para a mulher” (Abu al-Malik 5:75; Abu Dawud Adab 157).

O site "Female Genital Cutting Education and Networking Project" oferece uma tabela revelando os países onde a prática ainda é realizada e o percentual em cada. É fácil observar que se trata de maioria muçulmana. Na tabela também é informado o tipo de mutilação mais comum, classificada em I, II, III ou IV, como segue:



"O tipo I, também chamado de clitoridectomia, envolve a retirada total ou parcial do clitóris e/ou prepúcio.

O tipo II, também conhecido como excisão, é a retirada total ou parcial do clitórias e dos pequenos lábios.

O tipo III, também chamado de infibulação, é o estreitamento do orifício vaginal. A redução é feita através de um corte e do reposicionamento dos pequenos lábios e/ou grandes lábios. Mais tarde na vida, mulheres infibuladas podem ter os orifícios vaginais cortados na noite de núpcias e/ ou antes do parto.

O tipo IV, é qualquer outro procedimento prejudicial para a genitália feminina por razões não médicas como perfuração, incisão, raspagem ou cauterização".

Omissão da ONU


Em 6 de fevereiro uma agência de notícias da ONU publicou uma matéria desdenhando da correlação entre a mutilação genital feminina e a "tradição" islâmica. O olhar dissociado da realidade conferido pela matéria é absurdo, tendo até a ousadia de fazer uma associação velada com o cristianismo, embora de forma negativa.



Ainda assim, a matéria serve para comprovar que a mutilação genital feminina é uma realidade ignorada por grupos que se dizem defensores das mulheres e contra toda forma de violação dos direitos humanos, o que é espantoso, visto se tratar de uma prática horrenda que, diferente do que se imagina, vem se espalhando e já está em países da Europa e até nos Estados Unidos, como revelou o Daily Mail e a CNN.



A omissão da ONU e da maioria das feministas ocorre porque são amplamente influenciados pelo pensamento de esquerda. Para esses, o islamismo representa uma contracultura de peso, capaz de ameaçar o "imperialismo capitalista" e valores judaico-cristãos. Assim, islamismo e esquerdismo se abraçam quando se trata de hegemonia política e ideológica.

Desse modo, ainda que os direitos humanos estejam em jogo, vale mais o silêncio e a hipocrisia do que se aliar aos valores culturais libertários que são, na prática, frutos da doutrina cristã, assim como toda noção de direitos humanos e democracia.

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