MP critica decisão "monocrática" de desembargador ao libertar Michel Temer


Como muitos esperavam, alguém com o "poder da canetada" resolveu agir em favor do ex-presidente Michel Temer, preso na semana passada, acusado de comandar uma organização criminosa de fraudes financeiras. A iniciativa que deu liberdade a Temer e outras setes pessoas, entre elas o ex-ministro Moreira Franco, foi do desembargador Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2).

O Ministério Público Federal (MPF), no entanto, anunciou que vai recorrer da decisão, destacando que apesar de respeitar a decisão, há elementos suficientes para sustentar o pedido de prisão preventiva.

“O Ministério Público Federal vai recorrer contra a decisão liminar do desembargador do TRF2. A expectativa é recorrer para que os HCs sejam julgados pela 1ª Turma, se possível na sessão da própria quarta-feira (27), mas a decisão de quando pautar os HCs cabe ao presidente da turma”, informou em nota o MPF.


Em outro trecho do comunicado, os procuradores fizeram uma crítica velada à decisão isolada do desembargador que, na prática, vai na contramão de uma investigação ampla e carimbada por uma equipe de procuradores.

Assim, o MP frisou que encara "com serenidade a decisão de revogação da prisão dos investigados. Reafirma que as razões para a prisão preventiva são robustas e consistentes, mas respeita a decisão liminar monocrática do relator. O MPF analisará as medidas judiciais que poderão ser tomadas.".


Temer e Moreira foram presos preventivamente na última quinta-feira (21), juntamente com João Baptista Lima Filho (Coronel Lima), Maria Rita Fratezi, Carlos Alberto Costa, Carlos Alberto Costa Filho, Vanderlei de Natale e Carlos Alberto Montenegro Gallo.

Além desses, também foram presos provisoriamente Rodrigo Castro Alves Neves e Carlos Jorge Zimmermann, soltos ainda no final de semana, também por habeas corpus.

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