Novo MEC cria grupo de especialistas para passar pente-fino nas provas do Enem


Se a ideia é combater o aparelhamento ideológico na educação pública, o governo Bolsonaro adotou uma medida crucial, pelo menos inicialmente. Isso, porque, foi publicado no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (20/03) a criação de um grupo especializado que terá como objetivo avaliar o conteúdo que fará parte das provas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano.



A criação foi de responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC), comandado por Ricardo Vélez Rodríguez, o novo ministro da educação.

"Os especialistas da comissão são nomes reconhecidos e que podem contribuir para a elaboração de uma prova com itens que contemplem, não apenas todos os aspectos técnicos formais, mas também ecoem as expectativas da sociedade em torno de uma educação para o desenvolvimento de um novo projeto de País", diz, em nota, o presidente do Inep, Marcus Vinícius Rodrigues, segundo o Correio.



Entre os nomes estão o secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Marco Antônio Barroso, o diretor de Estudos Educacionais do Inep, Antonio Maurício das Neves e Gilberto Callado de Oliveira, representante da sociedade civil, além de um ex-aluno do ministro Ricardo Vélez Rodríguez, que terá como objetivo avaliar os questionários das provas, para “verificar sua pertinência com a realidade social, de modo a assegurar um perfil consensual do exame”.



A medida é importante porque é com base no conteúdo do Enem que escolas de todo país, até certo ponto, moldam seus currículos. Assim, é preciso haver sintonia entre o que é ensinado nas salas de aula com o que é cobrado no exame nacional.

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