Protegido por Lula e abraçado pela esquerda em 2010, Battisti confessa assassinatos

Cerare Battisti no centro, em 2009, quando recebeu a visita de parlamentares petistas que foram lhes prestar solidariedade em função de uma greve de fome em prol do seu asilo político

"O mundo dá voltas", diz e o ditado popular, que neste caso não representa boa coisa. Pelo menos não para o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e seus apoiadores da esquerda política. Isso porque o terrorista protegido por eles em 2010, sob a alegação de ser um "prisioneiro político", confessou hoje seu envolvimento em quatro assassinatos no passado.


Cesare Battisti confessou os crimes ao procurador Alberto Nobili, responsável pelo grupo antiterrorista da cidade italiana de Milão. Dos quatro homicídios, dois deles o próprio Battisti teria executado, enquanto outros dois foram encomendados.

Battisti cometeu os crimes na época em que era membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo, nos anos 70. Na Itália, foi condenado por esses crimes e chegou a ser preso, mas conseguiu escapar e fugir para a França e também passou pelo México.


Desde então viveu como fugitivo da Itália, sempre pedindo asilo em outros países, até chegar no Brasil em 2007, onde ficou em prisão preventiva para fins de extradição na penitenciária da Papuda, em Brasília.

Em 2009, no entanto, o então ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu status de refugiado político a Battisti, baseado no 'fundado temor de perseguição por opinião política', contrariando decisão do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare).



A Itália entrou com uma liminar pedindo ao Supremo Tribunal Federal do Brasil para extraditar o terrorista, mas a Corte, com base na decisão anterior de Genro, julgou que caberia ao presidente da República, na época Lula, tomar a decisão, que por sua vez negou o pedido italiano, autorizando a permanência de Battisti (em liberdade) no país como refugiado político.



Apenas no ano passado, ainda na presidência de Michel Temer, Battisti foi extraditado para a Itália, onde cumpre a pena de prisão perpétua, chegando a confessar seus crimes nesta segunda-feira (25).

Críticas de Bolsonaro


O presidente brasileiro se manifestou em suas redes sociais, comentando a confissão de Battisti.

"Battisti, "herói" da esquerda, que vivia colônia de férias no Brasil proporcionada e apoiada pelo governo do PT e suas linhas auxiliares (PSOL, PCdoB, MST), confessou pela 1ª vez participação em 4 assassinatos quando integrou o grupo terrorista Proletários Armados pelo Comunismo", afirmou Bolsonaro.



"Por anos denunciei a proteção dada ao terrorista, aqui tratado como exilado político. Nas eleições, firmei o compromisso de mandá-lo de volta à Itália para que pagasse por seus crimes. A nova posição do Brasil é um recado ao mundo: não seremos mais o paraíso de bandidos!", declarou.



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