Jornalista desmascara Estadão e desafia: "Por que não ingressam com uma ação?"


Uma verdadeira guerra de informação está sendo travada entre a grande imprensa e pequenas mídias alternativas, como a Terça Livre, do jornalista Allan dos Santos.

Após a divulgação de uma matéria compartilhada por Bolsonaro em sua conta no Twitter, onde a jornalista do Estadão, Constança Rezende, teria dito em uma gravação de áudio que a intenção é arruinar o governo, teve início uma avalanche de ataques da grande mídia acusando a Terça Livre de ter veiculado mentiras contra a jornalista.



Abaixo, segue a gravação compartilhada por Jair Bolsonaro, alvo de todo o escândalo que está colocando em xeque a grande imprensa brasileira:


Segundo informações da Terça Livre, a denúncia foi realizada originalmente por um blog francês, o Mediapart, do jornalista Jawad Rhalib, após uma entrevista concedida por Rezende para uma "estudante" britânica de jornalismo.



Aparentemente, o que Rezende não sabia, contudo, é que a entrevista fez parte de uma pesquisa que teve como objetivo avaliar o nível de imparcialidade, ou militância, do jornalismo em países como o Brasil.

A matéria original francesa sugere que a jornalista do Estadão foi escolhida por ter se envolvido na denúncia contra Flávio Bolsonaro, em dezembro passado, no caso envolvendo o COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).



"No artigo, Rhalib revela áudios de uma conversa com a jornalista do Estadão Constança Rezende. Segundo o francês, a jornalista, que foi a primeira a denunciar o filho de Jair Bolsonaro, atacou Flávio apenas para atingir o presidente e arruinar seu mandato", escreve Fernanda Salles na matéria polêmica da Terça Livre.

De fato, o jornalista francês Jawad Rhalib confirma a interpretação da Terça Livre. Veja um trecho da sua conclusão retirada da matéria original:



"A conversa registrada entre minha 'aluna' e Constança Rezende, do Estado de São Paulo, revela que a real motivação por trás da cobertura da mídia é a de 'arruinar' o presidente Jair Bolsonaro e provocar sua demissão", escreve Rhalib, que continua:

"Esse estudo de caso de como a mídia brasileira partidária lida com as notícias revela que elas não estão interessadas nos fatos reais, mas simplesmente usam histórias negativas, muitas vezes inventadas, sobre a família do presidente Bolsonaro, que por sua vez foi eleito democraticamente", conclui ele.



O Estadão, por sua vez, divulgou uma matéria tentando refutar a Terça Livre, dizendo que sua jornalista não concedeu entrevista ao jornalista francês citado na matéria. Realmente a entrevista não foi concedida para Jawad, mas sim para uma investigadora que se passou por estudante de jornalismo. Ocorre que esse detalhe não foi informado pela Terça Livre originalmente.



Outro deslize da jornalista Fernanda Salles foi ter adicionado o sinal de aspas [já corrigido] no título original na matéria da Terça Livre - "a intenção é arruinar Flávio Bolsonaro e o governo" - indicando que essa teria sido a declaração de Constança Rezende, quando não foi. Por essa razão, o Estadão diz em sua matéria que:

“Constança Rezende não deu entrevista nem dialogou com o jornalista francês citado pelo Terça Livre. As frases da gravação foram retiradas de uma conversa que ela teve em 23 de janeiro com uma pessoa que se apresentou como Alex MacAllister, suposto estudante interessado em fazer um estudo comparativo entre Donald Trump e Jair Bolsonaro”,

Mas afinal, quem está certo?


01 - Terça Livre apenas divulgou a denúncia do jornalista francês Jawad Rhalib, assim como fez o jornalista americano L. Todd Wood, do jornal Washington Times, um dos mais respeitados dos Estados Unidos. Ou seja, não partiu da empresa Allan dos Santos a denúncia original;



02 - A entrevista de Constança Rezende realmente existiu, mas não com Jawad e sim com uma investigadora contratada por ele. Os áudios que aparecem na gravação, portanto, são verdadeiros;

03 - Na gravação, Constança Rezende dá entender que a intenção ao se envolver no caso de Flávio Bolsonaro e o COAF foi, de fato, para prejudicar o governo. Essa é a conclusão do próprio Jawad Rhalib, que transcreveu esse trecho da entrevista em sua matéria original.

"Rezende declara resolutivamente que só escreve no caso Flávio Bolsonaro para 'arruinar' o presidente Jair Bolsonaro", conclui Jawad. Ou seja, mesmo que Rezende não tenha dito exatamente a a frase divulgada no título da Terça Livre, o jornalista francês confirma que esta foi a sua intenção;



04 - Apesar da baixa qualidade do áudio, a fala de Rezende inclui um "porque" que faz uma junção comprometedora de raciocínios entre seu trabalho e uma possível ruína do governo, algo que, segundo Allan dos Santos, é justamente o que sustenta a acusação contra ela.

Jornalista desafia o Estadão


Diante desses fatos, o proprietário da Terça Livre, Allan dos Santos, gravou um vídeo desafiando a imprensa brasileira, especificamente o Estadão, a ingressar com uma ação judicial contra sua empresa. Ele disse que se trata de uma gerra de "Davi contra Golias", mas que tem confiança e "orgulho" pela denúncia feita em sua mídia.

Allan desafiou o Estadão a desmentir os áudios da gravação, provando que as declarações de Cosntança Rezende não possuem, de fato, o caráter interpretativo replicado por sua jornalista, assim como pelos demais jornalistas estrangeiros. Assista a fala de Allan no vídeo abaixo:



Por: Will R. Filho

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