Jornal francês tenta desmentir denúncia contra o Estadão, mas só confirma conteúdo


O jornal francês Mediapart, veículo responsável pela publicação que revelou o ativismo político de uma jornalista do Estadão contra o governo Bolsonaro, tentou desmentir a notícia alegando falsidade nas informações replicadas pela Terça Livre. Todavia, o que poderia ser o fim da polêmica, terminou apenas colocando mais lenha na fogueira.

Vamos reproduzir o conteúdo exato do Twitter publicado pela Mediapart, fazendo alguns destaques sobre o texto, para que o leitor compreenda bem a ênfase que daremos na explicação adiante:



"Mediapart se solidariza com a jornalista @constancarezend, vítima de ameaças. As informações publicadas no 'club de Mediapart', que serviram de base para o tweet de @jairbolsonaro, são falsas. O artigo é de responsabilidade do autor e o blog é independente da redação do jornal", diz o Twitter.

O Estadão tratou logo de divulgar a publicação, insinuando que o caso teria sido desmascarado de uma vez por todas.



"O próprio site francês Mediapart, onde foram publicadas declarações distorcidas da repórter do 'Estadão' Constança Rezende, desmentiu na tarde desta segunda-feira, 11, em português, as acusações repercutidas pelo site Terça Livre e pelo presidente Jair Bolsonaro neste domingo", escreveu o Estadão.

O que muitos não percebem, no entanto, é o óbvio! Que o simples Twitter da Mediapart, na verdade, não negou a existência da denúncia, mas apenas confirmou a existência do seu conteúdo e sua autoria... independente!



Apesar de afirmar que "as informações publicadas" são "falsas", a mídia não explicou como os áudios divulgados por Jawad Rhalib são falsos. Como foram gravados, divulgados e transcritos pelo jornalista francês, neste link, assim como pela Terça Livre, conforme explicado aqui.

Ao invés disso, ela confirmou que a publicação "é independente" da sua redação e que o conteúdo "é de responsabilidade do autor". O que isto significa, na prática? Que a Mediapart fez uma declaração de falsidade que [pelo menos até o momento] ela mesma não pode comprovar, visto que não explicou a origem dos áudios.


O único que poderá dar cabo a essa história, confirmando ou negando, é o próprio jornalista francês, Jawad Rhalib. O Estadão informou que tentou entrar em contato com o mesmo, mas sem sucesso. Até lá, por se tratar justamente de uma investigação independente de Jawad, a Mediapart não tem conhecimento para decretar se o conteúdo das informações é ou não falso.


 Desespero da mídia 

O que está claro até o momento é que a grande mídia brasileira, alinhada com os ideais de esquerda em sua maioria, está desesperada por ver seu poderio discursivo ser ameaçado por pequenos canais alternativos, como a Terça Livre e centenas de outros, formados por jornalistas independentes.


Como resultado, um ataque massivo contra a jornalista Fernanda Salles, da Terça Livre, teve início. A intenção é manchar a reputação da jovem e com isso intimidar a iniciativa corajosa de denunciar as estratégias maliciosas da militância jornalística no Brasil.

"A estratégia da grande mídia agora é criar uma cortina de fumaça para que a DENÚNCIA seja esquecida. A esquerda faz assim desde sempre. Vão querer colocar o meu nome acima do FATO envolvendo Constança Rezende. Assim eles INVERTEM a narrativa. Canalhice!", escreveu Fernanda em sua rede social.


Fernanda também comentou o Twitter da Mediapart, negando que a mídia tenha refutado sua matéria, como já argumentado acima.

"Vamos desatando as mentiras uma por uma. Estão dizendo que o jornal francês desmentiu a própria matéria: MENTIRA. O jornal publicou uma nota em que afirma que a responsabilidade da matéria é inteira de Jawad Khalib, jornalista francês responsável pela denúncia original e pela gravação dos áudios", escreveu ela.

Por: Will R. Filho

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