Governo anuncia economia de quase R$ 30 bi em despesas para atingir meta econômica


A equipe econômica decidiu contingenciar (bloquear) R$ 29,792 bilhões de despesas discricionárias (não obrigatórias) do Orçamento Geral da União de 2019, segundo o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado hoje (22) pelo Ministério da Economia.

A cada dois meses, o governo apresenta o relatório com orientações para execução do Orçamento. O documento contém previsões para economia, receita e despesa. Dependendo dos números, o governo corta ou libera recursos para cumprir a meta de déficit primário e o teto de gastos federais.


De acordo com o relatório, o corte de bilhões é necessário para que o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) cumpra a meta de déficit primário de R$ R$ 139 bilhões estipulada para 2019. O déficit primário é o resultado negativo das contas do governo sem considerar o pagamento dos juros da dívida pública.


A distribuição dos cortes, segundo os ministérios e os demais órgãos federais, será definida por decreto de programação orçamentária, editado até o dia 29.

Comentário:

Entenda a diferença - Enquanto governos passados gastavam à revelia da dívida pública, preocupados mais em manter programas populistas, o atual faz corte de gastos preocupado em não ultrapassar o limite do orçamento previsto para este ano.


O que ocasionou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff em 2016, por improbidade administrativa ou as conhecidas "pedaladas fiscais", foi justamente a irresponsabilidade com a dívida pública.

Mesmo sem recursos, o governo fazia malabarismos financeiros para sustentar o financiamento de programas populistas, fazendo parecer aos mais leigos que o Brasil caminhava bem, quando na verdade estava colapsando economicamente, no mesmo rumo em que se encontra hoje a Venezuela.



Assim, anunciar o anúncio do corte de R$ 29,792 bilhões das despesas, ainda que "não obrigatórias", demonstra uma visão diferente do atual governo, que ao invés de utilizar esse recurso para agradar a opinião pública com medidas politiqueiras, prefere cortar para atender sua responsabilidade fiscal.


Comentário: Will R. Filho

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