Entenda a hipocrisia de feministas que comemoram o Dia Internacional da Mulher

Feminismo e o Dia Internacional da Mulher: uma contradição fatal - Afial, o que é ser mulher?

Joguem fora suas rosas! Talvez você não tenha percebido, mas quanto mais os "coletivos" se apropriam da sua individualidade, como tenta fazer o movimento feminista com as mulheres, cada vez mais datas como o Dia Internacional da Mulher parece uma tremenda contradição.

Historicamente, o Dia Internacional da Mulher foi estabelecido no começo do sec. XX como um marco da luta contra a desigualdade trabalhista e social entre mulheres e homens. As mulheres eram excluídas em muitos aspectos da vida social e o seu trabalho desvalorizado em relação à mão de obra masculina.


Havia, de fato, uma necessidade de lutar por direitos e por mais espaço (de melhor qualidade) da mulher na cultura, política, nos cargos públicos e também dentro do lar.

Todavia, com a evolução do feminismo e sua fusão com o discurso ideológico-comunista sob as lentes de "A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado", obra assinada por Friedrich Engels em que a família é retratada como um lugar de opressão e a relação "esposa vs marido" um reflexo da "luta de classe", o Dia Internacional da Mulher tomou outro rumo e significado.



O Dia da Mulher atualmente, por mais absurdo que pareça, não faz sentido quando analisado sob a perspectiva do feminismo moderno. O politicamente correto se apropriou até mesmo da capacidade lógica dos indivíduos em analisar a coerência de suas pautas políticas e ideológicas.

Afinal, o que é ser mulher?


Conforme a ideologia de gênero, se a definição de "mulher" é fruto de uma construção cultural, utilizada como instrumento de poder para oprimir e definir a identidade sexual em acordo com o sexo biológico, qual é o sentido de comemorar o Dia Internacional da Mulher?



Ora, não seria essa comemoração uma forma de reforçar os "preconceitos sociais" de gênero, visto que resume o sexo feminino ao estereótipo socialmente construído chamado "mulher"?

"Assim também a meta final da revolução feminista deve ser, ao contrário da meta do primeiro movimento feminista, não apenas a eliminação do privilégio do homem, mas também da própria distinção sexual: as diferenças genitais não mais significariam culturalmente", escreveu a feminista Shulamith Firestone na obra "A Dialética do Sexo", página 21, retratando bem o objetivo final pretendido pelo movimento.


Para Maria Célia Orlato Selem, Mestre em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília, o Dia 8 de março "...deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres", escreveu ela em uma publicação da Nova Escola.

Parece correta a declaração de Orlato, não? Apenas não faz sentido, pois insistimos na questão: o que é ser mulher? A contradição está explícita, uma vez que o objetivo atual do feminismo com base na concepção de "gênero" é justamente desconstruir a determinação social do gênero "mulher".



Algumas feministas dirão que o feminismo não é uma coisa só. Que existe o "radical e o moderado", assim como diferentes fases. Quanto às fases, está correto. Mas, a verdade é que no âmbito ideológico tal afirmação não possui fundamento prático. Se você é mulher e ainda acredita nisso, saiba que os coletivos se apropriaram do seu discurso.

Feminista moderada é igual muçulmano moderado: desconhece a própria doutrina. Na prática, você não existe no movimento. É apenas um ser em desenvolvimento enquanto ele existe e fala por você. A realidade é outra e não está no discurso entre amigos, mas nos redutos onde lideranças definem quem é a voz do "coletivo" e a direção que este deve seguir.



Finalmente, o Dia Internacional da Mulher faz sentido apenas para quem entende o que é ser mulher, e isso implica, obrigatoriamente, em reconhecer o gênero mulher, assim como as características exclusivas do sexo feminino que diferenciam a mulher do homem.

O Dia Internacional da Mulher também é para quem sabe diferenciar o que são conquistas justas, e necessárias, de pautas políticas e ideológicas que tentam se apropriar da "mulher" para falar em nome delas.

Mas, infelizmente, o próprio 08 de março já foi tomado pelos "coletivos", de forma que esse dia, talvez, não represente mais você.



A prova disso, por exemplo, está no fato de que neste exato momento milhares de mulheres (?) estão nas ruas defendendo algo que você, mulher "recatada e do lar", não concorda, muito embora estejam falando em SEU nome.


Na geração do "politicamente correto", às vezes o desafio é conseguir se diferenciar para ser indivíduo num mar de coletividades confusas e perdidas em definição, valores e objetivos, na maioria das vezes entrando em franca contradição, como é o caso do movimento feminista atual.

Se você é mulher e entende o que isto significa, deve saber que o Dia Internacional da Mulher está deixando de representar quais são os verdadeiros interesses da mulher. Melhor seria mudar o nome para "Dia Internacional das Feministas". Não, espera... mas, o que é ser feminino?

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