Celebração de 1964 foi realizada por 47 anos, até Dilma decretar seu fim em 2011


Unidades militares do Brasil deverão lembrar, por ordem do presidente Jair Bolsonaro, no próximo domingo (31), os 55 anos do golpe que deu início à ditadura militar no país, que durou até 1985.



O protocolo deve incluir nos quartéis a referência à data na ordem do dia, quando os militares, enfileirados, escutam de seus comandantes a determinação diária a seguir.

A menção sobre 1964 volta aos quartéis após nove anos. Entre o início da redemocratização no Brasil e o fim do segundo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2010, os militares nunca deixaram de lembrar a data.



Logo no início de seu primeiro mandato, em 2011, Dilma Rousseff (PT) determinou que o dia em questão não fosse mais "comemorado".

Na segunda-feira, o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, rechaçou o uso da palavra "comemoração" para definir os eventos que serão promovidos pelo governo Bolsonaro no próximo dia 31: "Vamos relembrar e marcar uma data histórica que o Brasil passou, com participação decisiva das Forças Armadas, como sempre foi feito".

Comentário:

A capacidade manipulativa da grande mídia é absurda. Uma simples palavra, "comemoração", promovida em massa e de forma articulada contra o governo, foi suficiente para gerar um celeuma entre os mais desinformados, de que o presidente Jair Bolsonaro estaria inventando algo novo.



Chama atenção o fato de que até o Ministério Público Federal tenha sido influenciado por tal midiatismo, ao ponto de pedir "explicações" ao governo sobre a"ordem de comemoração do golpe militar".

Aliás, "golpe" é outro termo usado maliciosamente, tendo em vista que não é consenso entre os historiadores de que houve, de fato, um golpe, assim como uma "ditadura".



Até o governo Lula, portanto, não apenas o Exército, como a Marinha e a Aeronáutica tinham a tradição de celebrar 1964 como um evento histórico do Brasil. Note que há uma diferença etimológica entre "comemoração" e celebração. A segunda diz respeito, nesse contexto, a um ato formal de memória acerca de um acontecimento. Neste sentido, até a morte pode ser celebrada.

Finalmente, o fato concreto nesse passado sombrio do Brasil é que santos não existiram, e isso de ambos os lados, e que uma história mal contata mil vezes, embora não mude a verdade, é capaz de enganar muitas gerações.

Fonte: BOL
Comentário: Will R. Filho

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