Capitã da Marinha brasileira vence prêmio na ONU e contraria narrativas feministas


A capitã de corveta da Marinha brasileira Márcia Andrade Braga é a vencedora do Prêmio de Defensora Militar do Gênero das Nações Unidas. A boina-azul serve na Missão da ONU na República Centro-Africana (Minusca) desde 2018.

A homenagem, criada em 2016, reconhece a dedicação e os esforços individuais de um soldado de paz para “promover os princípios da Resolução de Segurança da ONU 1325 sobre mulheres, paz e segurança”.


Márcia Braga foi professora e também ajudou a treinar e a aumentar a consciência dos seus colegas sobre a dinâmica de gênero na operação de paz.

Ao saber do prêmio, ela disse estar muito orgulhosa por sua seleção e que “missões da ONU precisam de mais mulheres para manter a paz, para que as mulheres locais possam falar mais livremente de questões que afetam suas vidas”.


Para o subsecretário-geral do Departamento de Operações de Paz das Nações Unidas, Jean-Pierre Lacroix, a oficial brasileira “é um excelente exemplo”, porque a ONU precisa de mais mulheres na manutenção da paz.

Lacroix destaca que essa tarefa “funciona de forma eficaz quando as mulheres desempenham papéis significativos e quando as mulheres nas comunidades anfitriãs estão diretamente envolvidas.”



Como conselheira militar de Gênero na Minusca, a capitã ajudou a criar uma rede de conselheiros de gênero e a capacitar pontos focais entre as unidades militares. Ela também promoveu o uso de equipes mistas de homens e mulheres para realizar patrulhas no país que “reuniram informações para ajudar a entender as necessidades exclusivas de proteção” de pessoas de todos os gêneros.

Os beneficiários ajudaram a desenvolver projetos comunitários em prol de comunidades vulneráveis, que incluem a instalação de bombas de água perto de aldeias, a iluminação com energia solar e o desenvolvimento de hortas comunitárias. Um dos objetivos era que as mulheres não tivessem que percorrer grandes distâncias para cuidar das plantações.



Segundo a ONU, Márcia Braga foi “uma força motriz por trás do envolvimento da liderança da missão com mulheres líderes locais, assegurando que a voz de mulheres centro-africanas seja ouvida no processo de paz em curso”.


Comentário:

O ponto central na matéria acima diz respeito não ao gênero, mas sim à competência da capitã Márcia Andrade Braga. Esse é o "x" da questão. Às Forças Armadas é o setor onde mais se vê o critério da competência individual como elemento decisivo para o sucesso ou fracasso de uma pessoa.

Braga não teria recebido tal prêmio se antes não fosse capitã da Marinha Brasileira. Para tal, ela primeiro precisou alçar voo com seus próprios méritos, como qualquer outro militar - e não com narrativas ideológicas - para conquistar o posto de capitã e só então ter a oportunidade de desempenhar o trabalho agora reconhecido pela ONU.


Na prática, muito embora a intenção da ONU seja, através desse prêmio, promover uma narrativa alinhada com o discurso feminista, isso vai na contramão de qualquer ideologia baseada nas questões de "gênero", porque o que se destaca na história é que, independentemente de ser uma mulher, Braga teve espaço nas Forças Armadas, chegou ao posto de liderança e desempenhou um excelente trabalho sem recorrer a qualquer discurso apelativo em razão do seu sexo.

Parabéns à capitã Braga, à Marinha Brasileira e aos militares em geral pelo grande exemplo.


Fonte: ONU News
Comentário: Will R. Filho

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