Brunei usa lei islâmica para aprovar o apedrejamento de homossexuais no país


O pequeno país asiático de Brunei recentemente aprovou medidas para rotular a homossexualidade como um "crime" punível com apedrejamento e chicotadas - um esforço para aderir mais de perto à lei muçulmana da Sharia.

Enquanto políticos e ativistas de todo o mundo estão mais preocupados em atacar a liberdade religiosa devido aos valores cristãos que influenciam o mundo ocidental, os gays em Brunei estão enfrentando conseqüências fatais para seus estilos de vida, de acordo com uma matéria do jornal The Independent.


A homossexualidade já era ilegal em Brunei, que tem uma população de 450.565 pessoas. A maioria dos cidadãos - 78,8% - se identifica como muçulmana. Por outro lado, 8,7% se identificam como cristãos e 7,8% se identificam como budistas, de acordo com dados coletados pela CIA.

Brunei é dirigido por uma monarquia absoluta, o sultão e primeiro-ministro Sir Hassanal Bolkiah, que governa o país desde 1967.


A organização Annesty International, que supervisiona os direitos humanos, com sede em Londres, classificou as novas medidas de "cruéis" e exigiu que os líderes de Brunei "interrompam" seus planos de impor as punições apoiadas pela lei da Sharia.

"A comunidade internacional deve condenar urgentemente a decisão de Brunei de colocar essas penalidades cruéis em prática", disse Rachel Chhoa-Howard, que atua como pesquisadora da Anistia Internacional em Brunei.

A pressão em Brunei para um alinhamento mais rigoroso à lei da Sharia ocorre cerca de um mês depois que o governo do presidente Donald Trump anunciou uma campanha global para descriminalizar a homossexualidade em países onde ainda é ilegal, contrastando completamente a postura entre os países de maioria cristã e islâmica.



A campanha será liderada pelo embaixador dos EUA na Alemanha, Richard Grenell, o mais alto funcionário declaradamente gay no governo Trump.

Após o anúncio do esforço internacional, um funcionário norte-americano não identificado disse: "É preocupante que, no século 21, cerca de 70 países continuem tendo leis que criminalizam o status ou a conduta LGBT".


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