Bolsonaro volta a defender Jerusalém como capital de Israel em reunião no exterior


O presidente brasileiro Jair Bolsonaro voltou a afirmar que Jerusalém é, de fato, a capital legítima de Israel, durante um encontro com líderes religiosos e autoridades políticas nos Estados Unidos.

Estranhamente, a grande mídia não repercutiu essa fala, que indiretamente confirma o interesse do governo brasileiro de transferir sua embaixada no país judeu.


"Cada país tem o direito de decidir onde está a sua capital, e a capital de Israel se tornou Jerusalém, portanto estamos estudando a possibilidade de tomar essa decisão no momento certo. Quando Trump assumiu, levou quase nove meses para fazer essa decisão, estou agora no meu terceiro mês", disse o presidente, segundo a CBN News.


Com essa fala, Bolsonaro indica que a decisão de transferir a embaixada brasileira para Jerusalém será estratégica, afastando um pouco mais a desconfiança de que tal decisão não será tomada, visto que é uma das suas grandes promessas de campanha junto aos cristãos, especialmente os evangélicos, segmento esse que o próprio presidente reconheceu ter grande influência em seu mandato.

"Os evangélicos do Brasil são equivalentes a um terço da população e estão crescendo. Eu tive apoio maciço deles, porque até recentemente eles não tinham ninguém para sustentar quem compartilhava seus valores e fé.", afirmou Bolsonaro.



Na ocasião, o presidente brasileiro foi questionado sobre o papel do Brasil na resolução da crise política e humanitária na Venezuela, e o mesmo afirmou a cooperação com os Estados Unidos neste sentido, contudo, sem negar a possibilidade de uma ação militar.

"Eu discuti este assunto com Trump e, obviamente, essa conversa permanecerá privada. Trump diz que todas as possibilidades estão na mesa, e eu em grandes decisões de apoio do governo americano", concluiu Bolsonaro.

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