Associar caso Marielle à família Bolsonaro é algo criminoso, diz psicóloga: "Política suja"


A prisão na manhã desta terça-feira (12) do policial militar reformado Ronnie Lessa, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, suspeitos de participarem dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e seu motorista, terminou favorecendo o oportunismo de opositores ao governo Bolsonaro, que rapidamente procuraram associar a imagem dos suspeitos à família do presidente.


Como é de se esperar, a grande imprensa fez a ligação entre o local de residência de um dos suspeitos, Ronnie Lessa, com a moradia do presidente Bolsonaro, induzindo o público a acreditar que existe alguma relação da família presidencial com o crime cometido contra a vereadora.

O próprio Jair Bolsonaro rebateu alguns jornalistas ao ser questionado sobre uma foto onde ele aparece com um dos suspeitos, algo que, na condição de político ligado ao setor militar, e residente na mesma região, não é surpresa alguma.


"Tenho foto com milhares de policiais civis e militares, com milhares no Brasil todo", disse Bolsonaro, segundo o G1, aproveitando para cobrar a descoberta do possível mandante e lembrar que ele também sofreu uma tentativa de assassinato.

"É possível que tenha um mandante. Eu conheci a Marielle depois que ela foi assassinada. Não conhecia ela, apesar dela ser vereadora lá com meu filho no Rio de Janeiro. E também estou interessado em saber quem mandou me matar", destacou o presidente.



Outra insinuação maliciosa da imprensa diz respeito ao suposto relacionamento do filho mais novo do presidente, Jair Renan, de 20 anos, com a filha de Ronnie Lessa. A suspeita de que houve um namoro entre os dois foi levantada pela imprensa devido à declaração do delegado que investiga o caso Marielle, ao ser questionado sobre a veracidade dessa informação.

“Isso tem [relação amorosa entre os dois], mas isso, para nós, hoje, não importou na motivação delitiva. Isso vai ser enfrentado num momento oportuno. Não é importante para esse momento”, disse o delegado Giniton Lages, segundo a Exame.


Para a psicóloga Marisa Lobo, uma das apoiadoras do presidente e ex-candidata a deputada federal em Curitiba, a correlação entre a família Bolsonaro com o caso Marielle visa atacar o governo e parte de irresponsabilidade, visto que não é possível prever a índole criminosa de todas as pessoas, especialmente no ambiente político.

"Psicopatas, assassinos, estão em toda parte. Se puderem estar dentro de igrejas, fazendo obras sociais, é onde estarão para mostrar que são seres bons, livres de qualquer suspeita. Os pedófilo costumam ajudar em obras sociais que envolvem crianças, e os corruptos pousam de honestos e até incentivam medidas contra a corrupção", escreveu Marisa em sua rede social.


Marisa sugere que em condomínios de luxo, devido ao alto poder aquisitivo, dificilmente os vizinhos se conhecem o bastante para saber as atividades uns dos outros, mas apenas o básico, o que não garante saber a idoneidade de cada um.

"O fato de um dos assassinos de Marielle morar no condomínio onde por acaso mora o deputado que hoje é o presidente do Brasil é normal. Esse ainda sabemos que é bandido e os outros vizinhos que moram perto da sua casa? E os nossos parentes?", questiona a psicóloga.


"A coisa mais desonesta que existe é a esquerda querer fazer essa associação criminosa para desconstruir o presidente, ou seja, para atacar o presidente, não se preocupando em atacar o Brasil. Que inferno é essa esquerda, e a direita radical também, são um bando de cegos fanáticos que não se importam com o país e sim com seus egos e suas mentiras fantasiosas", acrescenta.

"Que nossa polícia, nosso judiciário, nosso MP e principalmente a mídia, não sejam hipócritas, omissos e principalmente não sejam seletivos em suas investigações, suas condenações. E não cometam o erro gravíssimo de acusar um homem e uma família por tabela só porque um dos bandidos moram perto de sua casa, mais profissionalismo e seriedade por favor.


O Brasil não suporta mais tanta irresponsabilidade dos senhores. Os politiqueiros de plantão, sejam honestos e não usem esse tema para ganhar votos, estamos de saco cheio de tanta crueldade, oportunismo nesta politica suja", conclui Marisa.



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