VEJA deu um "tiro no pé" ao tentar desmentir Bolsonaro com áudios


A revista Veja novamente tentou, mas ainda não foi dessa vez que conseguiu ser a pivô do caos tão desejado pela oposição no governo Bolsonaro. Após divulgar áudios "vazados" que supostamente desmentiriam o presidente no caso envolvendo seu ex-ministro, Gustavo Bebiano, a revista terminou confirmando o que Carlos Bolsonaro já havia dito sobre o pai.

Pode ser difícil de acreditar, mas considerando o nível baixíssimo em que se encontra o jornalismo no Brasil, não surpreende que uma revista da envergadura da Veja tenha subestimado a inteligência dos seus eleitores, ou melhor, da população em geral.



A ideia, pelo que tudo indica, era de que ao revelar áudios de conversas entre Bolsonaro e Bebiano, a população concluiria de imediato que se trataria dos "laranjas" do PSL, atual partido do presidente que está sob investigação por conta da suspeita de desvio financeiro para a campanha de alguns políticos, onde Bebiano também aparece como suspeito.

Todavia, os áudios revelaram verdadeiros "puxões de orelha" de Bolsonaro em Bebiano, onde o presidente cobra do ex-ministro explicações de acordos que não havia autorizado, como o encontro com o vice-presidente de relações institucionais do Grupo Globo, Paulo Tonet Camargo, e a viagem de Ricardo Salles, do Meio Ambiente, e Damares Alves, da pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos, ao Pará.

A intenção de mídias como a Veja, Exame e UOL, por exemplo, é fazer parecer que a versão de Bebiano de que havia conversado com Bolsonaro teria alguma relação com o caso envolvendo os "laranjas do PSL", pois assim estaria envolvendo o presidente em um possível escândalo de corrupção.



Entretanto, o conteúdo das conversas via Whatsapp foi de natureza completamente diferente, onde Bebiano aparece sendo cobrado por Bolsonaro e questionado por dizer à imprensa que havia conversado com o presidente, dando entender que teria sido pessoalmente, quando na verdade foi apenas por aplicativo.

Carlos Bolsonaro, filho do presidente, negou que Bebiano tivesse conversado com o pai, porque se referiu à conversa pessoal. Tudo indica que Carlos se antecipou a uma possível acusação midiática contra o presidente, de que ele teria tido uma conversa suspeita com Bebiano, o que prontamente foi negado pelos dois.

Assim, os áudios revelados pela Veja apenas confirmam através dos conteúdos que Bebiano em momento algum conversou com o presidente sobre os "laranjas do PSL", e que, de fato, não houve encontro algum pessoalmente, entre Bolsonaro e o ex-ministro, como Carlos corretamente havia se referido.


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