Psicóloga que aconselhou filha de Damares defende a ministra


Após vazar a informação de que a revista Época fará uma denúncia acusando Damares Alves de "sequestro" e "tráfico de crianças indígenas", incluindo sua própria filha, Lulu, a psicóloga Marisa Lobo resolveu sair em defesa da ministra.

"Me sinto na obrigação de dar meu testemunho sobre Damares Alves e sua filha Lulu",  escreveu Marisa, relatando em seguida detalhes do seu contato com a família.




"Conheci a Lulu em 2012, na casa da Damares Alves, já fiz até festinha de aniversário para ela (foto). Em uma época a pedido da Damares fui a sua casa aconselhar LuLu como psicóloga. Posso afirmar o que vi - uma criança saudável física e emocionalmente e com muita personalidade",  destacou Marisa.

Diferente do que têm insinuado algumas mídias, Marisa afirma que Lulu, que tem por nome completo Kajutiti Lulu Kamayurá, tinha total liberdade e mantinha contato com outros indígenas, indicando que também era acompanhada por eles.




"Presenciei por várias vezes índios em sua casa, até assistindo jogo da seleção. Quando tinha que estar em Brasília, nas audiências, seminários,  fiquei por muitas vezes na casa da Damares,  Lulu amava, eu dormia em seu quarto e ela corria pra  dormir na cama da Mãe", acrescentou Marisa.

"Sim, Lulu sempre chamou Damares de mãe e em nada parecia uma criança sequestrada ou triste. Lulu nunca se distanciou da sua cultura, por incentivo da própria mãe", disse ela.

Marisa também reasaltou que atualmente há diferenças políticas e de natureza teológica com Damares, mas que isso não lhe impede de ser justa e defender a ministra em um momento de tanta oposição desleal como esse.




"Por diferenças de posições quanto a alguns assuntos de militância e ministeriais, eu e Damares nos distanciamos, mas sou justa e não poderia deixar de testemunhar sobre essa verdade",  disse ela.

Finalmente, Marisa explica que a adoção pode não ter seguido os trâmites legais exigidos burocraticamente, o que seria um erro, de fato, mas que isso não justificaria tais acusações contra Damares, já que foi estabelecido um vínculo afetivo entre ela e Lulu de forma natural e consentida pelos pais biológicos da indígena.

"Talvez, não tenha sido legalmente feita a adoção na época, mas nunca me pareceu que a menina estivesse ali obrigada ou infeliz, era livre, ia a escola, tinha amigos, rede social como qualquer criança de sua idade. Tinha um quarto aconchegante e todo feminino, boas roupas, empregada que cuidava dela, nunca ficava sozinha. Enfim, menina de caráter, ou seja, bem criada com amor e respeito", conclui Marisa.

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