Nego do Borel poderia estar preso se a "homofobia" já fosse criminalizada no Brasil


O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar hoje (13) uma ação protocolada pelo PPS para criminalizar a homofobia, que é caracterizada pelo preconceito contra o público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais). Em tramitação na Corte desde 2013, a ação é relatado pelo ministro Celso de Mello.

Ontem (12), o presidente do Supremo, Dias Toffoli, recebeu integrantes das comunidades evangélica e LGBT. A Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 26, ajuizada pelo PPS, pede a equiparação da homofobia e transfobia ao crime de racismo.



“Todas as formas de homofobia e transfobia devem ser punidas com o mesmo rigor aplicado atualmente pela Lei de Racismo, sob pena de hierarquização de opressões decorrentes da punição mais severa de determinada opressão relativamente à outra”, diz a ação.

Ontem publicamos um artigo explicando o quanto a criminalização da "homofobia" e "transfobia" no Brasil é uma grave ameaça à liberdade de pensamento, expressão e religião no país, visto que a intenção do ativismo LGBT, na verdade, é calar opiniões contrárias ao homossexualismo e à ideologia de gênero.

Hoje trazemos como exemplo o caso real envolvendo o funkeiro Nego do Borel e o transexual Luisa Marilac, em que o cantor foi acusado pela mídia de ser "transfóbico".



"Luisa Marilac usou seu canal no YouTube para se pronunciar depois de receber uma resposta transfóbica do cantor Nego do Borel no Instagram", diz um trecho da matéria publicada no portal UOL.

A mensagem, no entanto, foi nada mais do que uma resposta de Borel ao transexual, onde o chama de "homem", evidentemente se referindo ao seu sexo, que é masculino. Veja na sequencia:

"Após compartilhar uma foto tomando banho de mar, Luisa, que ficou famosa pelo bordão 'e teve boatos de que eu ainda estava na pior', escreveu [para Borel]:

'A cada dia que passa você está mais gato, homem'. Nego do Borel respondeu:

'Você é um homem gato também, parabéns. Deve estar cheio de gatas!'. Luisa ficou surpresa com a resposta e comentou: 'Onde você está vendo um homem aqui?'.



A partir disso, uma polemica tal foi criada ao ponto do cantor decidir cancelar a gravação do seu DVD no dia 29 passado, devido ao grande número de críticas "politicamente corretas" por ter se referido ao sexo - masculino - de Luisa Marilac, popularmente associado ao termo "homem".

Este caso demonstra como a possível criminalização da "homofobia" e "transfobia" no Brasil será utilizada de ma fé, não para punir pessoas realmente criminosas, mas todos que discordarem dos valores sexuais promovidos pelo ativismo LGBT.

Se tal lei já existisse, sem dúvida alguma Borel seria obrigado a, no mínimo, pagar uma indenização ao transexual ou mesmo ir parar na prisão, e se isso ocorresse com famosos com maior poder aquisitivo para se defender, o que aconteceria aos cidadãos anônimos espalhados pelo Brasil?

Por: Will R. Filho

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