Ministro da Educação vai passar pente-fino nas Universidades: "Total transparência"


O ministro da Educação, Ricardo Vélez, garantiu hoje (13), pelo Twitter, que as universidades públicas não serão privatizadas. "As Universidades Públicas são patrimônio da Nação. Não serão privatizadas. Mas serão geridas com total transparência, a fim de que os brasileiros saibam, tintim por tintim, como é utilizado o suado dinheiro que sustenta essas instituições. Menos Brasília e mais Brasil!", escreveu no Twiter.

A privatização vinha sendo apontada como solução para a crise financeira pela qual passam essas instituições de ensino, mas o Ministério da Educação (MEC) ainda não havia se pronunciado oficialmente sobre a questão.



De acordo com o Censo da Educação Superior, o país tem hoje 2.448 instituições de ensino superior. Dessas, 296 são públicas e 63 são universidades federais, ligadas diretamente ao MEC. As públicas concentram mais de 2 milhões de matrículas, 24,7% do total dos universitários do país.

Pelo Plano Nacional de Educação (PNE), a lei que estipula metas para melhorar a qualidade da educação brasileira até 2024, o Brasil deve incluir um terço, ou seja, 33% da população de 18 a 24 anos no ensino superior até o fim da vigência da lei. Atualmente, essa porcentagem é cerca de 23%, considerando também os que já se formaram.

Já a taxa bruta de matrícula, ou seja, total de estudantes matriculados, independentemente da idade, deve ser equivalente a metade da população total de 18 a 24 anos. Essa porcentagem é cerca de 35%.

Comentário:

Se a promessa de haver "total transparência" e avaliar "tintim por tintim" os gastos públicos com às Universidades for realmente posta em prática, teremos um ótimo avanço na gestão do ensino superior no Brasil.



Nos últimos 20 anos o ensino superior no país tem sido sucateado, não em termos de investimento, meramente, mas de propósito na utilização dos recursos. A realização de congressos, seminários e trabalhos voltados para a promoção de ideologias, e não de ciência, é a marca deixada pelos últimos quatro governos.

A expectativa é que os centros universitários se tornem, de fato, espaços para o avanço do conhecimento científico, para que o dinheiro público seja valorizado em cada centavo de investimento no futuro do Brasil.

Comentário: Will R. Filho

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