Jean Wyllys diz em Portugal que Bolsonaro foi o primeiro a lhe insultar no Congresso


O ex-deputado e x-BBB, Jean Wyllys, disse durante um discurso no auditório da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC), em Portugal, que o presidente Jair Bolsonaro foi a primeira pessoa que lhe ofendeu no Congresso Nacional.

Wyllys, que atualmente está abrigado na Alemanha na casa de amigos, viajou para Portugal no último dia 24 sob forte protesto de conservadores e do presidente do Partido Nacional Renovador (PNR), José Pinto-Coelho, que chegou a chamá-lo de "cafajeste" em um Twitter.



“Esse ‘cafajeste’ de extrema-Esquerda que abandonou o Brasil com a mentira de que estava a ser perseguido, vem agora debitar puro lixo em Coimbra?", disparou Coelho em outra ocasião.

Os protestos não impediram a presença de Wyllys na FEUC. Ele discursou e quase foi atingido por uma pequena chuva de ovos, lançados por um manifestante que logo em seguida foi expulso do auditório. Assista no vídeo abaixo parte dos protestos contrários e favoráveis ao brasileiro e o momento da ovada:


Em uma das ocasiões, Wyllys disse para os portugueses tomarem cuidado com "os fascistas do Brasil" e criticou a forma como os homossexuais são tratados no Congresso Nacional. Ele citou a si mesmo como exemplo, dizendo que o atual presidente Jair Bolsonaro foi seu primeiro ofensor.



"Foi a primeira pessoa a me insultar no parlamento, na frente de todos os meus colegas. Mas não provocou indignação dos meus colegas. Todos eles se riram. Insultou, durante uma sessão da Comissão de Direitos Humanos, na frente das câmaras e dos jornais que cobrem o congresso nacional. A reação dos meus colegas foi de rir e tratar aquilo como algo jocoso e não ofensivo", disse ele, segundo a SIC Notícias.


Jean Wyllys fez um discurso pragmático utilizando as mesmas narrativas em defesa das minorias, acusando o Brasil de ser um país intolerante com a população LGBT e que agora conspira para a instalação de um novo regime militar.

"Os militares estão construindo um Governo sem ter que colocar as armas na rua. Isso é preocupante. Isso é muito preocupante", disse ele.

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