Líder da Federação Sueca de Natação critica véu islâmico e é demitida


A presidente da Federação Sueca de Natação, Ulla Gustavsson, renunciou nesta quinta-feira ao cargo após a polêmica provocada pelas críticas feitas por ela a uma foto de uma atleta com véu islâmico publicada em uma campanha publicitária da Confederação Sueca de Esportes.

"A direção da Federação Sueca de Natação leva muito a sério o debate dos últimos dias e chegou à conclusão que não há mais condições para que Ulla Gustavsson possa continuar dirigindo a organização", disse a entidade em comunicado, no qual afirma que a dirigente decidiu apresentar sua própria renúncia.


A Confederação Sueca de Esportes, que reúne todas as federações nacionais, divulgou há poucos dias uma imagem com uma jovem, com véu islâmico, praticando tiro esportivo. A foto fazia parte de um projeto de marketing para atrair mais jovens no mundo do esporte.

Gustavsson criticou duramente a confederação nas redes sociais, acusando a entidade de apoiar de forma indireta a opressão das mulheres. A dirigente reforçou a opinião posteriormente, em entrevista a vários veículos da imprensa sueca.

"Se querem mostrar meninas de origem imigrante, podem fazê-lo sem que levem o véu. A confederação mostra, portanto, que gosta e apoia a opressão feminina: mutilação genital, casamento entre crianças e crimes de honra", disse ela ao jornal "Aftonbladet".

As declarações de Gustavsson foram criticadas por várias importantes figuras do esporte sueco, entre eles o presidente da confederação, Björn Eriksson, que garantiu que a foto simbolizava a "alegria e a inclusão". No entanto, a imagem foi excluída do site..


"As opiniões de Gustavsson são opostas à estratégia e à visão da federação que todas as crianças devem ter um lugar na nossa modalidade, com as mesmas condições", afirmou a federação.

Comentário:

Se a federação esportiva é da Suécia, certamente não havia qualquer necessidade de fazer uma campanha com uma modelo usando uma burca, ou véu islâmico.

A ideia de inclusão nesse aspecto não cabe, já que pela mesma lógica teria que inserir na campanha várias modelos representando, cada qual, uma religião diferente.

Na prática, a propaganda do governo fez mesmo proselitismo religioso em prol do islã, algo impróprio para uma entidade que diz acolher todos os atletas, independente da crença.

Por outro lado, a crítica de Gustavsson, ainda que imprópria para uma figura pública - dado à generalização que fez acerca dos muçulmanos ao se referir sobre a intolerância religiosa - possui fundamento, porque ela ressaltou a realidade vivenciada por muitas mulheres em países onde a sharia (conjunto de leis islâmicas) é adotada como legislação oficial, como o Paquistão e Irã.


De fato, a mutilação genital feminina ainda é uma prática dotada por alguns muçulmanos como forma de inibir a possibilidade da traição feminina, além de outras práticas humilhantes e que impõem à mulher punições até com apedrejamentos e morte.

Finalmente, a demissão de Gustavsson revela a força do "politicamente correto" envolvendo o islamismo. Qualquer outra religião, como a cristã, sem dúvida não provocaria tais reações.

Certamente se fosse uma Bíblia segurada na mão de uma modelo, ao invés do véu islâmico, seria o governo a grande fonte de críticas e as feministas suas principais defensoras.


Fonte: EFE
Comentário: Will R. Filho

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