Bolsonaro assina pacote anticrime e mídia distorce declaração de Moro sobre caixa dois


O presidente Jair Bolsonaro assinou hoje (19), em solenidade no Palácio do Planalto, o Projeto de Lei Anticrime. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, responsável pelo texto, deve ir ao Congresso nesta tarde para protocolar a proposta, dando início à tramitação do projeto.

O governo tratou das alterações das competências da Justiça Eleitoral em um projeto de lei complementar e a tipificação do caixa dois como crime em um projeto de lei ordinária.



A proposta de criminalização do caixa dois será apresentada em um projeto separado. De acordo com o Moro, a decisão partiu das reclamações de agentes políticos de que caixa dois é um crime grave, mas não tem a mesma gravidade que corrupção, crimes organizado ou crimes violentos.

“Então acabamos optando por colocar a criminalização [de caixa dois] em um projeto à parte, mas que está sendo encaminhado no mesmo momento. Foi o governo ouvindo reclamações razoáveis dos parlamentares quanto a esse ponto e simplesmente adotando uma estratégia diferente”, explicou o ministro.

Como a prática de caixa dois estava prevista apenas na legislação eleitoral, segundo o ministro, agora ele poderá ser tipificado adequadamente como crime. “Caixa dois não é corrupção. São dois crimes e os dois são graves”, disse Moro.

Pacote


Na cerimônia, Moro afirmou que o pacote é uma sinalização de que o governo “não será condescendente com a criminalidade, especialmente a criminalidade mais grave”.



O ministro lembrou que a proposta foi uma promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro, e que ainda que o texto trate de medidas pontuais, dividida em três diferentes textos, será suficiente para o combate à corrupção, o crime organizado e o crime violento.

“A compreensão do governo é de que estes três problemas estão relacionados. O crime organizado é um fator de incremento dos crimes violentos. A corrupção esvazia recursos e a eficacia de politicas públicas direcionadas ao crime organizado e o crime violento”, afirmou.

Sergio Moro classificou como medidas “concretas e fortes” as propostas que chegam hoje ao Congresso. Outra proposta trata de pontos como a condenação sem segunda instância, regras para o Tribunal do Juri, meios de investigação sofisticados, bancos nacionais com dados relevantes e política mais dura com relação à criminalidade grave.

“O pacote não resolve todos os problemas. Existem medidas executivas em andamento para que essas questões sejam resolvidas, mas esse pacote é importante para caminhar na direção certa, para iniciar um ciclo virtuoso que, esperamos, leve progressivamente à redução desses problemas”, disse o ministro.



Comentário:

A grande mídia alinhada com os ideais de esquerda, como sempre tenta deturpar ou polemizar a fala dos ministros do governo, a fim de induzir entendimentos errados na mente da população.

Manchetes em vários jornais destacaram a retirada do crime de caixa dois do pacote anticrime, sem explicar que ele será encaminhado para aprovação em outra etapa, e principalmente, sem mencionar que Sérgio Moro o tratou como crime grave, assim como o de corrupção.

A distinção do crime de caixa dois parece uma estratégia do governo para implementar seus planos. Entenda: por conta dos interesses políticos de outras legendas, é possível que a inclusão do crime de caixa dois no mesmo pacote anticrime tornasse difícil a aprovação do pacote no Congresso.

Atender o pedido dos parlamentares de tipificar o crime de caixa dois em outra etapa, parece uma manobra aceita por Sérgio Moro e pelo governo, para facilitar a aprovação do pacote anticrime nessa altura do campeonato.


Com informações: Agência Brasil
Comentário: Will R. Filho

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