Socialismo: Ex-ministro do STJ da Venezuela deserta e vai para os Estados Unidos


Ex-integrante do Superior Tribunal de Justiça da Venezuela, o magistrado Christian Zerpa desertou do país esta semana e resolveu procurar abrigo nos Estados Unidos, junto com sua família. Fontes do governo de Nicolás Maduro afirmam que o juiz saiu do país para escapar de um julgamento por suposto "assédio sexual" e "violência psicológica", mas Zerpa nega às acusações.

O magistrado é conhecido por suas críticas ao regime autoritário de Maduro, o que leva a crer que as acusações por “assédio sexual, atos lascivos e violência psicológica” contra funcionárias de seu escritório podem ter sido criadas por razões políticas, como forma de perseguição e punição.


Já no estado da Flórida, Zerpa informou aos jornalistas locais que fugiu do país para não participar da posse de Maduro, marcada para a próxima quinta-feira. O magistrado também deu detalhes de como funciona o esquema de manipulação judicial na Venezuela, que segundo ele é orquestrado pela primeira-dama, Cilia Flores.

Ao assumir o cargo de juiz no STJ, Zerpa disse que recebeu uma ligação de Flores, onde ela teria dito: “Você sabe o que esperamos de você”, segundo informações de O Globo. Todos os magistrados também vivem em uma espécie de área militar, em residências fornecidas pelo governo, tornando a imparcialidade dos julgamentos praticamente nula.

Chama atenção o fato de que o próprio Zerpa militou no Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) em 2015, passando a ser oposição na Câmara. Em um comunicado ele explicou o motivo da sua fuga do país:


"Faço um chamado à reflexão dos companheiros que pensam como eu. Não podemos seguir apoiando o que acontece na Venezuela. Não podemos continuar dando respaldo ao governo de Nicolás Maduro", disse Zerpa, ressaltando o lado controlador do regime socialista implementado por Maduro.

"Para eles [o governo] interessa ter ao lado pessoas que sejam disciplinadas e que acatem suas instruções, e eu, fazendo uma análise da situação com minha família, cheguei à conclusão que não fazia qualquer sentido continuar a apoiar um governo que só trouxe fome, miséria e destruição ao país. O mais sensato seria que Maduro renunciasse", concluiu.

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