Papa Francisco usa o polêmico termo "feminicício" para criticar violência doméstica


O papa afirmou que os feminicídios são "uma praga" na América Latina ao falar dos problemas que os jovens enfrentam, durante o discurso que fez nesta quinta-feira aos bispos na Igreja de São Francisco de Assis, na capital do Panamá.

"São muitos os jovens que dolorosamente foram seduzidos por respostas imediatas que hipotecam a vida e isto fez com que caíssem em situações conflituosas", disse o pontífice.

Entre elas o papa citou "a violência doméstica, o feminicídio - que praga que a nossa região vive neste sentido -, grupos armados e criminosos, tráfico de droga e exploração sexual de menores e de não tão menores".



"Dói constatar que na raiz de muitas destas situações está uma experiência de orfandade, fruto de uma cultura e uma sociedade que estão se desintegrando", acrescentou Francisco.

O pontífice explicou que muitas destas situações de "famílias rachadas" são resultado de "um sistema econômico que não tem como prioridade as pessoas e o bem comum e que fez da especulação" o seu "paraíso" de onde continua a "engordar sem se importar à custa de quem".

"Assim, nossos jovens sem lar, sem família, sem comunidade, sem filiação, ficam à intempérie do primeiro vigarista", advertiu.

Comentário:

O termo "feminicídio" é rejeitado por várias pessoas porque, na prática, ele cria uma nova categoria de crimes contra a pessoa humana, especificamente às mulheres. Alguns sustentam que tal compreensão, além de violar a Constituição Federal (pela qual "todos são iguais"), possui viés ideológico feminista.


Para saber mais detalhes sobre um projeto de lei que pede a extinção do termo "feminicídio" por ferir o princípio de igualdade, explicando seus motivos, leia essa matéria clicando aqui.

Fonte: EFE
Comentário: Will R. Filho

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