Marisa Lobo: De perseguida pelo CFP a palestrante nos Estados Unidos: "É um sonho"


Por várias vezes a psicóloga Marisa Lobo foi notícia na mídia, acusada de forma infundada de promover a falaciosa "cura gay" e o preconceito contra a comunidade LGBT, o que lhe rendeu algumas batalhas judiciais contra o Conselho Regional de Psicologia para não ter o seu registro profissional cassado. Dessa vez, porém, a história contada será outra, e de sucesso!

Marisa Lobo, que é cristã, foi convidada para ser uma das palestrantes do "Seminário Internacional da Família", em Danbury, Estados Unidos, onde falou sobre formas de combater a depressão entre líderes religiosos, sexualidade dos casais, sobre os perigos da ideologia de gênero e a importância singular da família na sociedade.



A viagem feita ao lado do seu marido, Jofran Alves, já é um marco na vida da profissional que tem sabor de vitória, após tantos anos lutando contra a tentativa de grupos que tentaram destruir sua carreira de psicóloga aqui no Brasil.

"Deus realiza sonhos", foi essa a definição dada pela psicóloga em uma postagem em sua rede social, onde aparece aparentemente encantada com o cenário de neve em Nova York, junto ao marido (foto acima). "Uma maratona abençoada de 5 palestras. Realizando um sonho", postou Marisa em outra ocasião.

A psicóloga revelou ao Opinião Crítica que já possui convites para palestrar, além de Boston, Filadelfia e Florida, em outros países como Alemanha, Espanha, Portugal e Suiça.

A relação entre fé e ciência


Marisa Lobo ficou conhecida por sua coragem de expressar abertamente sua fé cristã, algo que poucos profissionais da área psicológica fazem questão de fazer publicamente. Sua iniciativa, no entanto, lhe rendeu processos e batalhas judiciais contra o Conselho de Psicologia, mas que saiu vitoriosa em todos os casos.

É possível afirmar que um dos legados da psicóloga Marisa Lobo para os profissionais do Brasil está em demonstrar que o Sistema Conselho de Psicologia não deve confundir identidade profissional com a cidadã. Isto é, que cada psicólogo(a) tem o direito de falar abertamente das suas crenças e não ser intimado por isso.



Através dos processos enfrentados por Marisa Lobo, o conceito de "exercício profissional" ficou claro, assim como os direitos do cidadão garantidos pela Constituição Brasileira. O código de ética do psicólogo restringe suas ações quando está, apenas, em seu "exercício profissional", não podendo ir além disso.

Tudo o que diz respeito a vida pessoal, incluindo atividade religiosa, acadêmica, filosófica e política, por exemplo, não está sob a tutela plena do Código de Ética do psicólogo, mas sim da Constituição Federal, que a todos, sem distinção, garante a liberdade de consciência, expressão, crença e atuação científica.

Foi a ênfase nessa distinção acerca dos "direitos e deveres" dos cidadãos e profissionais regulamentados pelos Conselhos Profissionais que os processos enfrentados por Marisa Lobo ajudou a tornar visível, servindo hoje de referência para outros colegas da sua área. Um legado que agora está sendo comemorado com muita neve e o status de palestrante internacional.

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