Homem ganha ação contra cidade que criou estacionamento exclusivo para mulheres


Em 2016, a cidade de Eichstätt, na Alemanha, decidiu introduzir vagas de estacionamento exclusivas para mulheres, depois de uma alemã ter sido atacada e violentada em um desses locais no mesmo ano.

Os lugares reservados ao sexo feminino foram dispostos em locais bem iluminados e perto das entradas e saídas dos parques. No entanto, de acordo com jornal Independent, Dominik B. Bayer, motorista, sentiu-se discriminado com a medida quando visitou a cidade e decidiu processá-la.

Em um comunicado, o tribunal administrativo de Munique disse que a cidade concordou em remover a sinalização até ao final do mês de fevereiro e instalar outras contendo apenas a placa de "reservado" [não mais exclusivo].


Na Alemanha, a lei está do lado de Dominik. De acordo com a Lei Geral sobre o Tratamento Igual alemã, que proíbe a discriminação com base no sexo, a decisão de reservar lugares a mulheres é ilegal, ainda que haja exceção em situações de proteção da privacidade e segurança pessoal.

Ainda assim, o juiz sublinhou a ilegalidade da diferenciação de lugares entre os sexos, "mesmo que a proteção das mulheres seja uma razão compreensível para tratamento o desigual".

O motorista alegou que a medida não só discrimina os homens, mas também às próprias mulheres, por sugerir que precisam ser protegidas.

Contudo, antes da audiência de quarta-feira, o representante do departamento jurídico de Eichstätt, Hans Bittl, disse defender a decisão de instalar a sinalização, sublinhando que o local de estacionamento em questão se situa perto de um local onde trabalham muitas funcionárias que precisam que chegar muito cedo ou muito tarde.



"Está estatisticamente comprovado que as mulheres são mais propensas a serem vítimas de crimes violentos do que os homens", disse. "É tudo sobre segurança."

Ainda em 2011, um tribunal alemão aprovou a criação de vagas para mulheres num parque, defendendo que estas "geralmente correm maior risco do que os homens de serem vítimas de crimes".

Comentário:

O que temos aqui é o resultado prático da confusão provocada na sociedade pelo radicalismo do movimento feminista. Dominik B. Bayer utilizou nada mais do que os fundamentos argumentativos da própria ideologia feminista, para questionar a lei.

Se não há diferenças entre homens e mulheres, de fato, como prega o feminismo atual, e em tudo às mulheres são "iguais" aos homens, evidentemente não há sentido a criação de leis que sustentam toda sua narrativa justamente no fato de "ser mulher".

Por mais que seja compreensível, o "politicamente correto" aqui entrou em contradição, e por isso perdeu. Ao invés disso, a Alemanha deveria reconhecer que sim, mulheres são diferentes dos homens e por isso precisam de mais proteção, e que tais diferenças existem porque são biologicamente incontestáveis e não ideologicamente inventadas.


Fonte: Diário de Notícia
Comentário: Will R. Filho

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