Bolsonaro descarta intervenção militar na Venezuela e fala em cooperação "política"


Para quem temia o envolvimento do Brasil em uma possível intervenção militar na Venezuela, agora pode respirar aliviado. Não bastasse a declaração do vice, General Mourão, o presidente Jair Bolsonaro praticamente já descartou que o país colabore militarmente para uma solução da crise venezuelana.

“Obviamente há países fortes dispostos a outras conseqüências”, reconheceu Bolsonaro em sua conta no Twitter, porém, destacando que "o Brasil acompanha com muita atenção e nós estamos no limite do que podemos fazer para restabelecer a democracia naquele país”.



Na prática, este limite, segundo o próprio presidente, se restringe à cooperação política e econômica. "O Brasil apoiará política e economicamente o processo de transição para que a democracia e a paz social voltem à Venezuela", explicou Bolsonaro, segundo a Agência Brasil.

Risco de intervenção militar

É bom que o presidente brasileiro indique não haver interesse de cooperação militar, caso ela exista, visto que o Brasil não vive uma conjuntura econômica suficiente para tamanha investida. Há outras prioridades, mais urgentes, que devem atender primeiramente a população brasileira.

Todavia, isso não significa que outras nações, como os Estados Unidos e o Canadá, não possam intervir. Ambos os países já declararam reconhecer Juan Guaidó como o presidente interino da Venezuela e os EUA, através de Donald Trump, desde 2017 vem dizendo que não descarta essa opção.



"As pessoas estão sofrendo e estão morrendo. Temos muitas opções para a Venezuela, incluindo uma possível opção militar se for necessário", declarou Trump na época, segundo o G1.

Diferente do que muitos imaginam, uma intervenção militar não precisa ocorrer com a entrada de exércitos em um país. Os aliados contra Maduro podem simplesmente fornecer armamento para os opositores, dos quais muitos são militares rebelados contra o regime. Essa prática é comum no Oriente Médio, por exemplo, em países como a Síria, que conta com a ajuda dos EUA.

Oferta de tecnologia, cerco naval e aéreo mediante a fronteira de países aliados são outras possibilidades de intervenção, todas sem a necessidade de ataques diretos, e nesse quesito até o Brasil poderia colaborar. Entretanto, a economia da Venezuela está falida e Maduro cada vez mais perde apoio interno, tornando a possibilidade de uma intervenção desse nível remota.

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