Denúncia: Psicóloga diz que alguns pastores omitem e praticam violência doméstica


A psicóloga Marisa Lobo, conhecida por atuar no meio cristão e defender perspectivas conservadoras relativas à família, fez um desabafo polêmico que chamou atenção do segmento religioso, mas também de pessoas preocupadas com um tema de suma importância para a sociedade, que é a violência doméstica.

Marisa disse que em apenas um mês já recebeu mais de 15 relatos de mulheres que sofreram agressão doméstica, praticada por seus próprios maridos. Como se não bastasse o absurdo por si mesmo, ela revelou que parte desses agressores possuem o título de "pastor".



“Estou horrorizada com a hipocrisia desses homens”, desabafou a psicóloga. “Este mês foram mais de 15 relatos”. A profissional indicou que essas denúncias foram recebidas durante suas viagens pelo Brasil, onde é convidada para dar palestras sobre família e também contra a "ideologia de gênero", tema no qual se especializou nos últimos anos.

Marisa disse que alguns pastores ignoram os casos de violência doméstica quando são praticados por membros das suas igrejas, ou mesmo por colegas. “A mulher tem sido agredida, oprimida… e pior, pastores não deixam elas irem na delegacia da mulher e ainda ameaçam às vitimas espiritualmente, dizendo que se elas denunciarem trarão escândalo para a igreja”, declarou.


“Os últimos relatos são difíceis de acreditar! É impossível que exista conversão nessas mentes doentias. Falo doentias, porque muitas vezes esses homens estão reproduzindo a violência sofrida por suas mães [agredidas pelos maridos]”, explica Marisa.

“É uma inscrição psicológica… uma maldição [psicológica] que perpetua se não for curada, e os pastores por medo de escândalo se calam e tornam a mulher refém, responsável pelo escândalo caso denuncie”, acrescenta a psicóloga, segundo o Portal Gospel Mais.

A denúncia de Marisa Lobo de que existem pastores acobertando casos de violência doméstica é muito grave e vai além da questão religiosa, pois diz respeito ao Código Penal Brasileiro, já que a Lei nº 11.340/2006, popularmente conhecida como “Lei Maria da Penha”, tipifica a agressão contra a mulher como crime, com pena de prisão.

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