Os "extremos" de uma pessoa são indicativos confiáveis da sua personalidade


Quando você quiser avaliar se alguém merece um pouco da sua confiança para assumir determinada responsabilidade, identifique se essa pessoa possui a capacidade de ser clara e objetiva, mesmo que isso pareça "extremo" em determinado momento.

Os "extremos" de uma pessoa são indicativos confiáveis da sua personalidade, mesmo que você não concorde com tal postura. A tua discordância, por sinal, só é possível por conta dessa clareza de caráter, algo que jamais você poderia expressar se tal pessoa fosse dúbia e imprecisa em suas declarações.


É mais fácil ser traído por alguém incapaz de assumir posições "extremas" quando necessário, pois uma vez que você já conhece a postura do outro, que é "extremo" por natureza, não poderá esperar nada muito além do que já lhe apresentou.

E o equilíbrio dos extremos, onde fica?


O equilíbrio nem sempre é possível em dado contexto, especialmente quando há poucas ou nenhuma opção, e é isso o que define a sua preferência na hora de selecionar alguém para um cargo, desde o comando de uma empresa ao Governo de um país.

É a - situação - que aponta a escolha certa, não o contrário. Essa é uma realidade tanto no campo empresarial, de negócios, como no militar, por exemplo. Às exigências da situação dizem o perfil do candidato correto para o cargo, por isso empresas e países mudam de gestores ao longo do tempo, pois eles se adequam às mudanças.

Quando vivemos em um contexto que urge por medidas extremas, pessoas "equilibradas" tendem a fraquejar. Elas se perdem no meio do caminho, porque são engolidas pelo extremismo da própria situação.

Então, não devemos enxergar o "extremismo" como um mal por si mesmo, pois assim como o desfibrilador pode fazer reviver um "morto" através do choque, sendo crucial nesse momento, uma pessoa "extrema" pode ser o melhor socorro em um contexto de caos.

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